sábado, 13 de outubro de 2012

 
Os monges e as monjas jamais procuram fugir do mundo.
 

A sua clausura e o seu silêncio, muitas vezes incompreensíveis para tantas pessoas, acolhem-nos eles como o melhor modo para estar disponiveis para a escuta do Senhor, conhecer a Sua Vontade e gastar as suas vidas intercedendo pelas necessidades da Igreja e de todos os homens.

terça-feira, 2 de outubro de 2012


"Os Institutos de vida contemplativa, pelas suas orações, penitências e tribulações, têm uma importância máxima na conversão das almas, visto que é Deus quem pelas nossas orações envia operários para a Sua messe, abre as almas dos não-cristãos para ouvir o Evangelho, e fecunda nos seus corações a palavra da salvação."
Decreto Conciliar, «Ad Gentes», 40.
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Monges e Monjas de clausura
Para que servem num mundo como o de hoje?
(Bento XVI, «Angelus» de 19 de Novembro de 2006)
 
 
 
 "Há quem pergunte que sentido e que valor possa ter a sua presença no nosso tempo, no qual numerosas e urgentes são as situações de pobreza e de necessidade para enfrentar. Por que "fechar-se" para sempre dentro dos muros de um mosteiro e privar assim os outros da contribuição das próprias capacidades e experiências? Que eficiência pode ter a sua oração para a solução dos numerosos problemas concretos que continuam a afligir a humanidade?
 
 
 
Mas de facto, também hoje, suscitando com frequência a admiração de amigos e conhecidos, não poucas pessoas abandonam carreiras profissionais muitas vezes prometedoras para abraçar a regra austera de um mosteiro de clausura. O que as leva a dar um passo tão empenhativo a não ser o facto de ter compreendido, como ensina o Evangelho, que o Reino dos céus é "um tesouro" pelo qual vale verdadeiramente a pena abandonar tudo (cf. Mt 13, 44)? De facto, estes nossos irmãos e irmãs testemunham silenciosamente que no meio das vicissitudes quotidianas, por vezes bastante agitadas, o único apoio que jamais vacila é Deus, rocha inabalável de fidelidade e de amor. "Todo se pasa, Dios no se muda", escrevia a grande mestra espiritual Santa Teresa de Ávila num seu célebre texto. E face à difundida exigência que muitos sentem de sair da rotina quotidiana dos grandes aglomerados urbanos em busca de espaços propícios para o silêncio e para a meditação, os mosteiros de vida contemplativa oferecem-se como que "oásis" nos quais o homem, peregrino na terra, pode chegar melhor às fontes do Espírito e dessedentar-se ao longo do caminho. Por conseguinte, estes lugares aparentemente inúteis, são ao contrário como os "pulmões" verdes de uma cidade: fazem bem a todos, também a quantos não os frequentam e talvez ignorem a sua existência.
 
 
Queridos irmãos e irmãs, demos graças ao Senhor, que na sua providência, quis as comunidades de clausura, masculinas e femininas. Não lhes deixemos faltar o nosso apoio espiritual e também material, para que possam realizar a sua missão, que consiste em manter viva na Igreja a fervorosa expectativa da vinda de Cristo."
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

 O monge... sinal de Deus
Os monges, “Buscando Cristo e fixando o olhar nas realidades eternas, convertem-se em oásis espirituais que indicam à humanidade a primazia absoluta de Deus, através da adoração contínua dessa misteriosa, mas real presença divina no mundo, e da comunhão fraterna vivida no mandamento novo do amor e do serviço recíproco” (Bento XVI, [20 de Novembro de 2008], na audiência os participantes da assembleia plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica).
Retirando-nos para o Deserto do Monte Santo da Transfiguração, somos chamados, e estamos encarregues de ajudar o Senhor, na Sua Obra Redentora. Somos chamados por Deus e pela Igreja a “indicar ao mundo o que é o essencial: buscar Cristo e não antepor nada ao seu amor” (Idem). Fazemo-lo com a nossa vida sacramental, com o nosso trabalho, o nosso ocultamento, a nossa renúncia e sobretudo com o nosso amor. Quanto mais escondidas, secretas e desconhecidas forem estas atitudes mais valor têm. Exactamente por isso, ninguém espera do monge outra actividade senão, e que por amor, derrame, sem utilidade aparente, sobre os pés de Jesus, o precioso perfume: "3Maria ungiu os pés de Jesus com uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e enxugou-lhos com os seus cabelos.” (Jo 12, 3) das suas capacidades humanas, da sua escolha radical e do seu amor absoluto e incondicional por Deus. Do monge, ninguém espera outra actividade senão que, inunde a Igreja e o mundo com a fragrância: 3A casa encheu-se com a fragrância do perfume.” (Jo 12, 3) de um testemunho verdadeiramente evangélico que aponte para Deus, que faça ver Deus.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CARTA DO PADRE ASSISTENTE
por ocasião
da Festa de Santa Beatriz da Silva de 2012
Fr. Joaquín Domínguez Serna, OFM
Asistente
A la atención de la Madre Presidenta y de las hermanas de la Federación Bética Santa María de Guadalupe, de la Orden de la Inmaculada Concepción.
Mis muy queridas hermanas:
Paz y Bien en el Señor y su Madre Inmaculada.
En la fiesta de Santa Beatriz, como es costumbre, deseo felicitaros y, en la medida de mis posibilidades, animar vuestra vida y vocación según las inspiraciones de los orígenes y la vitalidad de esta Forma de vida.
Al hacer memoria de Beatriz su inspiración de vida nos obliga a contemplarla a través de una fuerte experiencia de fe. Aunque no tuviera una formación o un notable grado cultural, sin embargo en su itinerario detectamos la gratitud, el espíritu de vencimiento y la constancia, actitudes todas propias de los verdaderos creyentes. Quien vive en búsqueda del rostro de Dios -el Dios Altísimo- no acumula dentro de sí altivez, aislamiento, superioridad… sino que por el contrario trabaja el espíritu de cercanía, realismo y humildad consigo misma, con los demás y frente a Dios.