sexta-feira, 27 de julho de 2012

 O apelo do MONTE (1)
12Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus.” (Lc 6, 12)
A Montanha é um dos lugares privilegiados dos encontros com Deus. A Montanha Virgem e Solitária é um marco digno para as grandes comunicações do Senhor. Tem em comum com o Deserto as exigências da nudez e do despojamento. É ainda um sinal no espaço da elevação da alma acima do bulício dos negócios terrenos, dos pecados e prazeres dos homens.
É um empurrão soberbo da terra rumo à pureza do céu.
Os seus cumes invioláveis falam do Deus 4magnífico nas alturas” (Sl 92, 4). Os Monges que procuramos a Deus, na Escola do Monte da Transfiguração, devemos deixar-nos aprisionar por este apelo espiritual, que não é ilusório, mas escolhido por Deus para falar ao coração dos homens: "É assim que a vou seduzir: ... para lhe falar ao coração.”(Os 2, 16)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O apelo do DESERTO
16É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração.”
(Os 2, 16)
Sinal da predilecção de Deus é o chamamento ao Deserto. O chamamento que nos faz é gratuito e a nossa perseverança deve-se unicamente à condescendência divina. Os monges que procuramos a Deus, tenhamos sempre presente esta fineza do amor de Deus para connosco. Ao entrar, não sabemos o que a Solidão do Deserto nos reserva. Entremos pois no Santo Deserto, humildes e sossegados. Ao Deus que nos espera, a única coisa de valor que Lhe devemos apresentar é a nossa inteira disponibilidade: 4«Eis- me aqui.» - 5«Aqui estou, pois me chamaste.» ... 6«Aqui estou, pois me chamaste.» ... 7«Aqui estou, pois me chamaste.»” (1Sm 3, 4-7). Quanto mais leve seja a nossa equipagem humana, quanto mais pobres sejamos daquilo que o mundo estima, maior será a nossa oportunidade de êxito, já que Deus goza de maior oportunidade para nos moldar, pois chama-nos a viver só com Ele, para Ele e nada mais.
Para fazer verdadeira experiência de Deserto, temos que nos despojar de tudo, para encontrar O TUDO. Temos que nos revestir da Santa Nudez e fazer, verdadeiramente, a experiência do despojamento total, caso contrário estamos destinados ao fracasso.

sábado, 30 de junho de 2012


A Cela (2)
“A cela deve ser considerada como lugar sagrado,
em que Deus é esperado e se deixa encontrar.”
Constituições dos Eremitas Camaldulenses do Montecorona

segunda-feira, 18 de junho de 2012


No passado dia 2 de Junho, um grupo de Catequese do 6º ano, da paróquia de N.ª Sr.ª da Atalaia de Fronteira, fez a experiência de viver um dia à descoberta das vocações de especial consagração presentes na Arquidiocese de Évora.
No final de mais um ano pastoral, o grupo constituído por 8 crianças e pelos responsáveis da sua formação catequética quis compreender a opção pela vida consagrada contemplativa e pelo sacerdócio ministerial como caminhos de felicidade, convivendo com aqueles que encontraram na doação total de si mesmos um sentido verdadeiro para a existência.
Durante a manhã, em Campo Maior, foram acolhidos pela abadessa do mosteiro da Imaculada Conceição e por seis monjas da comunidade, que partilharam as suas histórias vocacionais e deram a conhecer o carisma contemplativo e o dia-a-dia da vida monástica.
Depois do almoço, puderam conhecer os diversos espaços do Seminário Maior de Évora, no qual dois seminaristas do 1º ano, o Francisco Segurado e o Gil Barbosa, responderam às diversas perguntas elaboradas pelo grupo, de modo a compreenderem o que leva um jovem a responder à vocação ao sacerdócio e como se processa a formação e a vida comunitária no Seminário.
No final do dia, regressaram a Fronteira, tendo cumprido o objectivo a que se tinham proposto: mesmo acolhendo com surpresa as diversas expressões da vida monástica e da formação sacerdotal, descobriram que continua a ser válido, no nosso tempo, entregar a vida toda por amor a Deus e aos irmãos, para o serviço da Igreja e do mundo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012


Jornada de Oração pela Santificação dos Sacerdotes

ORAÇÃO PELOS SACERDOTES
(oração indulgenciada por S. Pio X em 03/03/1905)
Ó Jesus, Pontífice Eterno, Divino Sacrificador,
Vós que, no Vosso incomparável amor,
deixastes sair do Vosso Sagrado Coração o sacerdócio cristão,
dignai-Vos derramar, nos Vossos sacerdotes,
as ondas vivificantes do Amor infinito.
Vivei neles, transformai-os em Vós,
tornai-os, pela Vossa graça,
instrumentos de Vossas Misericórdias.
Actuai neles e por eles,
e fazei que, revestidos inteiramente de Vós
pela fiel imitação de Vossas adoráveis virtudes,
operem, em Vosso nome e pela força de Vosso espírito,
as obras que Vós mesmo realizastes para a salvação do mundo.
Divino Redentor das almas,
vede como é grande a multidão dos que dormem ainda nas trevas do erro;
contai o número dessas ovelhas infiéis que ladeiam os precipícios;
considerai a multidão dos pobres, dos famintos,
dos ignorantes e dos fracos que gemem ao abandono.
Voltai para nós por intermédio dos Vossos sacerdotes.
Revivei neles; atuai por eles,
e passai de novo através do mundo,
ensinando, perdoando, consolando, sacrificando,
e reatando os laços sagrados do amor
entre o Coração de Deus e o coração humano.
Amém.
Do livro «O Sagrado Coração e o Sacerdócio», de Madre Luísa Margarida Claret de La Touche