terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Oração pelo Haiti
Deus, nossa esperança,
confiamos-te as vítimas do terramoto no Haiti.
Desconcertados pelo incompreensível sofrimento dos inocentes,
pedimos-te que inspires o coração
dos que procuram levar auxílio,

que é tão indispensável.
Conhecemos a fé profunda do povo do Haiti.
Assiste os que morrem,
fortifica os que estão abatidos,
consola os que choram,
derrama o teu Espírito de compaixão sobre este povo
em tamanha provação.
irmão Alois, prior de Taizé
Igreja da Reconciliação,
Taizé Domingo, 17 de Janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

“«Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra;
e o meu Pai o amará,
Nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada».”
(Jo 14, 23)
“Não sabeis que sois templo de Deus
e que o Espírito de Deus habita em vós?”
(1Cor 3, 16)
“Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo,
que habita em vós, porque o recebestes de Deus,
e que vós já não vos pertenceis?”
(1Cor 6, 19)
“Porque nós somos o templo do Deus vivo,
como o mesmo Deus disse:
Habitarei e andarei no meio deles,
Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”
(2 Cor 6, 16)
“«não procedemos de acordo com a carne, mas com o Espírito [... ]
e se o Espírito daquele
que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós,
Ele, que ressuscitou Cristo de entre os mortos,
também dará vida aos vossos corpos mortais,
por meio do seu Espírito que habita em vós».”
(Rm 8,4.11)

sábado, 16 de janeiro de 2010

«Deus uno e Trino
abre-se ao homem, ao espírito humano.
O sopro recôndito do Espírito divino
faz com que o espírito humano,
por sua vez, se abra diante de Deus
que se abre para ele,
com desígnio salvífico e santificante.
Pelo dom da graça,
que vem do Espírito Santo,
o homem entra "numa vida nova",
é introduzido na realidade sobrenatural
da própria vida divina
e torna-se "habitação do Espírito Santo",
"templo vivo de Deus".
Com efeito, pelo Espírito Santo,
o Pai e o Filho vem a ele
e fazem nele a sua morada.
Na comunhão de graça com a Santíssima Trindade
dilata-se "o espaço vital" do homem,
elevado ao nível sobrenatural da vida divina.
O homem vive em Deus e de Deus,
vive "segundo o Espírito"
e "ocupa-se das coisas do Espírito"»
João Paulo II
Carta Encíclica "Dominum e Vivificantem", 58

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Urgente - Ajudemos o HAITI
Um sismo com magnitude 7 na escala de Richter assolou o Haiti no passado dia 12 de Janeiro, o mais forte da sua história e um dos 15 mais violentos nos últimos 20 anos. Sendo um dos países com maior taxa de densidade populacional do Mundo, o Haiti é também o país mais pobre do continente Americano e de todo o hemisfério ocidental. O país encontra-se em destruição profunda, tendo sido atingidas a maioria das infra-estruturas locais – casas, escolas, hospitais, entre outros – bem como uma perda de vidas massiva e avultado número de feridos graves. As estimativas apontam para que haja pelo menos 3 milhões de pessoas afectadas, directa ou indirectamente. Dadas as dificuldades de comunicação e o caos em que se encontra neste momento o país, a verdadeira escala desta catástrofe é ainda desconhecida.
Perante tamanho sofrimento podemos deixar-nos abater pelo sentimento de impotência, pouco podemos fazer, mas alguma coisa podemos, primeiro que tudo, e porque somos cristãos, podemos rezar “...tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome ele vo-lo concederá” (Jo 15, 16), mas também PODEMOS AJUDAR O POVO DO HAITI, fazendo o nosso donativo, ou dando a nossa contribuição em alguma das seguintes ONGs:

CÁRITAS PORTUGUESA
Conta “Cáritas Ajuda Haiti”
com o NIB 003506970063000753053
da Caixa Geral de Depósitos.
Para saber mais, consultar a página Web: http://www.caritas.pt/

AJUDA À IGREJA QUE SOFRE (AIS)
Cheque / Vale postal passado à ordem da Fundação AIS
Transferência Bancária para NIB: 0032.010900200029160.73 *
Transferências internacionais SWIFT: BARCPTPL *
Depósito Bancário na conta nº 109-20-0029160 da Fundação AIS, no Banco Barclays *
(* No caso de efectuar o donativo por transferência ou depósito bancário, por favor, envie-nos uma cópia do talão ou indique-nos os dados da transferência por telefone, fax ou e-mail. Se desejar, indique também o projecto ou a campanha que pretende apoiar.)
Para saber mais, consultar a página Web: http://www.fundacao-ais.pt/cms/view/id/106

OIKOS
NIB: 0035 0355 00029529630 85
Conta da Caixa Geral de Depósitos
Para saber mais, consultar a página Web: http://www.oikos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=360&Itemid=70

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Vida Monástica
e o seu significado na Igreja e no mundo de hoje...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

SOLENIDADE DA EPÍFANIA DO SENHOR
Hoje celebramos a solenidade da Epífania, a "Manifestação" do Senhor. O Evangelho narra como Jesus veio ao mundo em grande humildade e escondimento. Contudo, São Mateus refere o episódio dos Magos, que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para homenagear o recém-nascido rei dos Judeus. Cada vez que escutamos esta narração, permanecemos admirados pelo evidente contraste entre a atitude dos Magos, por um lado, e a de Herodes e dos Judeus, por outro. Com efeito, o Evangelho diz que ao ouvir as palavras dos Magos, "o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele" (Mt 2, 3). Uma reacção que pode ter diferentes interpretações: Herodes alarmou-se porque viu naquele que os Magos procuravam um concorrente para si mesmo e para os seus filhos. Os chefes e os habitantes de Jerusalém, ao contrário, ficaram admirados, como se despertassem de um certo torpor e precisassem de reflectir. Na verdade, Isaías tinha preanunciado: "Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros, e este é o seu nome: Conselheiro Admirável, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz" (Is 9, 5).
Então, por que se perturba Jerusalém? Talvez o Evangelista queira antecipar aquela que depois será a posição dos sumos sacerdotes e do sinédrio, mas também de uma parte do povo em relação a Jesus durante a sua vida pública. Certamente, sobressai o facto de que o conhecimento das Escrituras e das profecias messiânicas não leva todos a abrir-se a Ele e à sua palavra. Vem à mente que, na iminência da paixão, Jesus chorou sobre Jerusalém, porque não tinha reconhecido o tempo em que fora visitada (cf. Lc 19, 44). Aqui, deparamo-nos num dos pontos cruciais da teologia da história: o drama do amor fiel de Deus na pessoa de Jesus que "veio ao que era seu e os seus não o receberam" (Jo 1, 11). À luz de toda a Bíblia, esta atitude de hostilidade, ambiguidade ou superficialidade está a representar a de cada homem e a do "mundo" no sentido espiritual quando se fecha ao mistério do verdadeiro Deus, o qual vem ao nosso encontro com a desarmante mansidão do amor. Jesus, o "rei dos judeus" (cf. Jo 18, 37), é o Deus da misericórdia e da fidelidade; Ele quer reinar no amor e na verdade e pede-nos para que nos convertamos, abandonemos as más acções e percorramos decididamente o caminho do bem.
Portanto, neste sentido, "Jerusalém" somos todos nós! A Virgem Maria, que com fé recebeu Jesus, nos ajude a não fecharmos o nosso coração ao seu Evangelho de salvação. Ao contrário, deixemo-nos conquistar e transformar-nos por Ele, o "Emanuel", Deus que veio no meio de nós para nos doar a sua paz e o seu amor.
Bento XVI
Angelus, Praça de São Pedro, Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

sábado, 2 de janeiro de 2010

Unicamente permanece um só dever para cumprir:
ter sempre os olhos fixos no Senhor que se deu,
e manter-se sempre na escuta,
para adivinhar e captar a sua vontade,
executando-a em cada instante.
De Hesiquia

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal
do Arcebispo de Évora

Manifestou-se a graça de Deus
A iluminação dos espaços públicos, os insistentes anúncios publicitários e a agitação febril das compras anunciam a todos com repetida insistência que se aproxima o Natal.
Para os cristãos a festa do Natal tem a dupla finalidade de comemorar a manifestação da graça de Deus em Belém, com o nascimento de Jesus, e de tornar presente a poder salvífica dessa manifestação que continua a actuar na nossa sociedade. Ao celebrar o Natal, comemoramos o passado e podemos vivenciar com intensidade a presença espiritual do mesmo Salvador, no meio de nós.
Os evangelistas que relatam o nascimento de Jesus acentuam dois aspectos diferentes. Por um lado, documentam a historicidade dos factos e as condições de simplicidade e pobreza em que tudo aconteceu. Tudo foi muito humilde e sem qualquer espécie de notoriedade. O nascimento de Jesus passou despercebido à grande maioria da população. Por outro lado, dão relevo a pormenores de grande importância messiânica e salvífica dos quais apenas alguns pastores de Belém e uns magos vindos do Oriente tiveram conhecimento, através de fenómenos celestes extraordinários. A eles foi revelada a divindade de Jesus, o Salvador prometido. Com Maria e José, foram eles os primeiros a quem se manifestou da graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens (Tito 2,11).
Como em Belém, também hoje o nascimento de Jesus passa despercebido para muitas pessoas que não se dão conta de tão sublime manifestação da graça de Deus. Porém, outros há que, iluminados não com a luz das estrelas mas com a luz da fé, se sentem inundados com a fulgurante manifestação dessa graça. Como os pastores e os magos, reconhecem a presença do Salvador disfarçada na humanidade sofredora dos pobres do nosso tempo e acorrem pressurosos a exprimir o seu agradecimento sincero com donativos.
Com efeito, os tradicionais presentes de Natal, causadores de tanta agitação e de tão elevadas despesas, nesta quadra natalícia, evocam os presentes que os pastores e os magos deram ao menino Jesus. Porém, forçoso é reconhecer que a habitual troca de prendas poder ser destituída da autêntica gratuidade na medida em que for contaminada pelo espírito de consumismo e de interesse comercial que domina as relações interpessoais nos nossos dias.
Ora, tal como a manifestação da graça se tornou gratuitamente fonte de salvação para todos, apesar pecadores, como nos ensina a carta a Tito, assim também na festa do Natal todos somos convidados a exprimir gratuidade para com os nossos concidadãos mais carenciados. E são tantos os que lutam com dificuldades económicas e de outra ordem, nos nossos dias e no nosso meio. Além dos problemas económicos, a nossa sociedade está marcada pela solidão, pela marginalização, pelas doenças crónicas e incuráveis, pela orfandade, pelo abandono de crianças e tantas outras situações de precariedade e de miséria moral e material. A todos eles se referia Jesus ao dizer o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos a Mim o fizestes (Mt 25,40). Com efeito, se reconhecemos em Jesus o Salvador e acreditamos nas Suas palavras, então temos muitas formas de nos encontrarmos com Ele e de Lhe oferecermos os nossos presentes, com o mesmo espírito de alegria e de gratidão dos pastores e dos magos.
Os magos que vieram do Oriente eram pagãos e ricos. Ofereceram ouro, incenso e mirra. Os pastores pertenciam ao povo de Israel e eram pobres. Ofereceram os dons da sua pobreza. Uns e outros se sentiram gratuitamente agraciados com os bens celestes da graça de Deus. E todos corresponderam com o que tinham ao seu alcance.
Esses factos sugerem-nos que ninguém fica excluído da salvação trazida por Jesus Cristo. E, por isso, todos nós, seja qual for a nossa condição, em troca dos dons sublimes que nos foram dados por Deus, devemos oferecer também algo do que possuímos. E todos temos muito para oferecer. Tal como a maior pobreza não é a falta de bens materiais mas a falta de amor, também o maior dom não são os presentes materiais mas o amor sincero e gratuito. Amor é o que todos podemos dar sem custos económicos e é o que mais falta faz na nossa sociedade, envenenada pela frieza das relações interpessoais e carecida do calor vivificante que só o amor lhe pode dar.
Termino com um convite: imitemos os pastores e os magos, oferecendo com generosidade algo do que nos foi dado. E, com alegria contagiante, digamos a todos: manifestou-se a graça de Deus, que é fonte de salvação para todos os homens.
Desejo a todos um Natal rico de amor!
Évora, 16 de Dezembro de 2009
+ José, Arcebispo de Évora