domingo, 8 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
do Mosteiro de Santa Beatriz,
em Sasthavattom (Índia)
No próximo dia 14 de Novembro, a Ordem da Imaculada Conceição, fundada por Santa Beatriz da Silva, exulta de alegria e faz festa, pois numa Eucaristia presidida pelo Sr. D. Soosa Pakim, arcebispo de Trivandrum (estado Indiano de Kerala), é inaugurado e benzido o primeiro Mosteiro Concepcionista da Ásia. A fundação que será dedicada à fundadora da Ordem da Imaculada Conceição - Mosteiro de Santa Beatriz - situa-se na povoação de Sasthavattom, pertencente à arquidiocese de Trivandrum.
Foi em Maio de 2006 que se iniciaram os trâmites desta fundação na India, em Trivandrum, na povoação de Shasthavattam, pelas nossas monjas do Mosteiro de Ávila.
Tinham 5 jovens procedentes da Índia, que estavam em formação há 11 anos em Espanha, e 3 à sete, todas elas já de votos solenes. Tinham mais jovens para vir, mas os bispos da Índia, pediram para que se fundasse ali. Por isso a comunidade das Concepcionistas de Ávila resolveu-se a fundar no estado de Kerala, aonde há possibilidade de mais vocações e donde são provenientes as primeiras jovens que vieram para Espanha.
Depois de todas as devidas licenças, foram posteriormente falar com o Sr. Arcebispo de Trivandrum (estado de Kerala). Foram muito bem recebidas e mostraram-lhes um terreno perto do Seminário para que as monjas possam ser assistidas. Vendeu-lhes uma parcela do terreno, que está fora da capital, mas não muito longe. Está a 40 Km do aeroporto, com luz, já murada pela parte da estrada. Têm um senhor para guardar a propriedade e para cultivo das árvores. E o Sr. Arcebispo ficou muito contente por ter em sua diocese um mosteiro de clausura, pois os muitos que tem a diocese são de vida activa.
O Sr. Arcebispo disse-lhes que tem no Seminário Maior da sua arquidiocese mais de 60 seminaristas.
Em Março de 2009 o primeiro andar já estava terminado, e já começavam a pensar na data da inauguração. Estavam admiradas da rapidez com que tudo prosseguia, e lhes favoreciam todas as licenças eclesiásticas e civis. Todos as favoreceram e ajudaram.
Não duvido que é uma glória que se dá a Deus e uma grande satisfação para a nossa gloriosa Ordem da Imaculada Conceição, que será implantada pela primeira vez no Oriente.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Tratado «De Virginitate, 2»
Soror Maria Imaculada (nome de Baptismo: Maria Herves Jimenez); Nasceu Sevilha (Espanha) a 12 de Agosto de 1985; Entrou no Mosteiro: 28/o8/2003; Antes de entrar no Mosteiro residia em Évora.
Soror Maria Inês da Cruz (nome de Baptismo: Maria Inês Simas Simões); Nasceu em Évora a 7 de Março de 1979; Entrou no Mosteiro: 6 /08/2003; Antes de entrar no Mosteiro residia em Évora.
1 - Soror Maria Imaculada, no próximo dia 14 de Novembro, sabemos que vai fazer a sua profissão solene, na Ordem da Imaculada Conceição, juntamente com soror Inês da Cruz?
Quer dizer-nos o que significa professar solenemente?
Soror Maria: Significa ser consagrada por Deus através dos conselhos evangélicos de: Sem Próprio (pobreza), Castidade, Obediência e também com o voto de Clausura que é uma característica particular da nossa Ordem fundada por Santa Beatriz, a Ordem da Imaculada Conceição (O.I.C.). A partir deste momento deixo de me pertencer a mim para pertencer inteiramente a Deus e à Igreja, configurando-me plenamente - com Maria Imaculada - a Cristo no seu mistério Pascal.
2 - Chegar à profissão solene, implica uma caminhada e uma história muito íntima com Deus que seduz. Gostávamos que a irmã nos contasse, como se deixou seduzir. Quais foram os sinais de que Deus se serviu para a chamar?
Soror Maria: Para entrar no Mosteiro, os sinais de que Deus se serviu foram o seio da minha família, a comunidade Neocatecumenal a que pertencia, os encontros Mundiais da Juventude, mas, principalmente, o dia-a-dia, quando no meu processo normal de uma jovem experimentava o que era dizer não a Deus e ver que apesar disso Ele me acolhia novamente, erguia-me da minha morte e dava-me de novo a Sua paz. Desde que entrei no Mosteiro, o que mais me fez ser seduzida por Deus, foi o seu amor “delicado” por mim. “Delicado”, porque cuidou e cuida que toda a minha existência se transforme, se renove com a sua força VIVA e Ressuscitadora, através das mediações que foi pondo no meu caminho, principalmente a comunidade deste Mosteiro.
3 - Porquê a opção por uma Ordem contemplativa e não por uma congregação de vida activa, onde tanto bem poderia fazer à Igreja e à sociedade servindo generosamente os irmãos?
Soror Inês da Cruz: Esta opção foi de Deus autor de toda a vocação. A vida contemplativa sempre me seduziu, não sei se por ter a Cartuxa tão perto (na minha cidade natal) e me fazia tanto mistério e ao mesmo tempo me fascinava a vida oculta destes homens, se pela intercessão pela humanidade, o que é certo é que me seduzia. É verdade que a vida activa faz muito bem à Igreja e à sociedade, mas desde que se tenha vocação. Disto se trata porque se estamos apoiados apenas na nossa vontade e não na Vontade de Deus a nosso respeito não fazemos bem a nós, nem a ninguém. Foi aqui na vida contemplativa que pude fazer este processo vocacional e perceber o que Deus queria de mim. Depois de 6 anos de discernimento percebo que este é o meu lugar, onde poderei ajudar a Igreja e a sociedade através da vida oculta e contemplativa ao jeito da Virgem Imaculada.
4 - Qual foi a reacção da sua família quando a irmã disse que pretendia fazer-se monja num Mosteiro de clausura?
Soror Inês da Cruz: Penso que no início ficaram surpreendidos por ter sido tudo muito de repente, mas sempre me demonstraram o seu apoio, incentivo, respeito e alegria.
5 - Porquê a Ordem da Imaculada Conceição, tão pouco conhecida em Portugal (só com dois Mosteiros - Campo Maior e Viseu) quando sabemos que fez experiência vocacional num Mosteiro de outra Ordem Monástica?
Soror Inês da Cruz: Vinha fazer uma experiência de 15 dias pois tinha inquietação vocacional. Vinha ver…e quando aqui cheguei o Senhor foi tão claro que já não pude sair. À medida que ia lendo as Constituições desta Ordem, observando e experimentando a vida das irmãs, via, claramente, que este era o meu lugar e que Santa Beatriz já me esperava.
6 - À partida poderá parecer que as Ordens Monásticas são todas iguais, mais coisa menos coisa. Diga-me irmã, qual é o específico da Ordem da Imaculada Conceição, fundada por Santa Beatriz da Silva? De que forma as monjas Concepcionistas vivem a radicalidade evangélica e procuram a Deus?
Soror Inês da Cruz: Boa pergunta. Penso que pode haver mais que uma resposta. Entendo a Ordem da Imaculada Conceição como uma novidade de vida que desafia toda a humanidade a voltar-se para o seu Criador, como o fez Maria. Digo novidade de vida porque nos faz estar constantemente em novidade de Espírito. Deus é Deus e faz o que quer, assim fez Maria Imaculada. Assim o pecado já não tem a última palavra, não define a humanidade. As monjas Concepcionistas, à imitação de Maria, concebendo o projecto de Deus nas suas vidas só podem exclamar: Faça-se.
7 - Reparei que os vossos nomes de baptismo não correspondem ao de religiosas. Porquê a mudança e qual o significado dos nomes Maria Inês da Cruz e Maria Imaculada que, as irmãs escolheram?
Soror Inês da Cruz: A “Cruz”. Esta palavra foi ganhando consistência na minha vida através do Caminho Neo-catecumenal onde aprendi que a cruz pode ser gloriosa. A cruz tem um lado que se for amado e descoberto dá sentido a todo o sofrimento, que inevitavelmente a vida acarreta. A Cruz é verdadeira, não engana mas nunca é o fim. Foi por descobrir isto em vários acontecimentos da minha vida que achei por bem acrescentá-la ao meu nome de baptismo.
Soror Maria: Foi um nome que me sugeriram e que eu gostei, porque me lembra o mistério insondável que a Virgem Maria viveu e que eu estou chamada a viver. O nome que levo é a mensagem que deve transmitir a minha vida: deixar que Deus haja para ser “Cheia de Graça” como a Virgem Imaculada e assim gerar Cristo em benefício de todos os homens.
8 - Como se desenrola o quotidiano numa comunidade monástica de vida contemplativa?
Soror Maria: É muito simples e humilde. Começa juntando-nos a toda a Igreja com a oração litúrgica de Laudes. Preparamo-nos através da meditação para o grande momento do dia, a Eucaristia. Partindo desta fonte de VIDA, dividimos o dia entre a oração litúrgica (Oficio de Leitura, Hora intermédia, Hora de Vésperas), o trabalho (bordamos paramentos, confeccionamos hóstias e ocupamo-nos dos trabalhos domésticos necessários para o bom andamento da vida comunitária - de resto, como em qualquer casa e família), a Lectio Divina e a formação permanente (estudo), terminando o dia com a oração de Completas. A oração litúrgica e o trabalho são sempre feitos comunitariamente, pois a vida comunitária é também um dos grandes elementos constitutivos e característicos da nossa Ordem. Devo ainda acrescentar que todo o nosso quotidiano é acompanhado de um profundo silêncio orante, pois: "O Senhor seduziu-nos e conduziu-nos ao deserto, para nos falar ao coração" (cf. Os 2, 16), e o silêncio facilita-nos e permite-nos a escuta de Deus que fala no mais íntimo dos nossos corações.
9 - O que é que mais atrai a irmã na sua fundadora: Santa Beatriz da Silva?
Soror Maria: O seu silêncio e a aceitação serena da Vontade de Deus sobre ela durante os 30 anos em que esteve no Mosteiro de São Domingos “O Real” à espera do momento oportuno para fundar a Ordem, como também no momento da sua morte, que foi justamente no princípio da fundação da Ordem, que Santa Beatriz tanto ansiou. Demonstrando assim, que o único interesse dela era realizar o projecto que Deus lhe tinha pedido. Santa Beatriz, tal como a Virgem Imaculada, soube manter o seu “faça-se” em todos os momentos da sua vida, sendo assim uma fiel discípula de Maria Imaculada.
10 - Quando a irmã se prepara para se consagrar a Deus, numa Ordem de vida contemplativa, que lhe dita o Espírito Santo ao coração para dizer aos nossos leitores, em particular aos mais jovens?
Soror Maria: Gostaria de lhes dizer imensas coisas, mas prefiro remeter-me a uma parte da homilia de “entronização” do papa Bento XVI em Abril de 2005, pois ela reflecte muito bem o que experimento e desejo, especialmente, para os jovens de hoje.
“Unicamente onde se vê a Deus, começa realmente a Vida. Só quando encontramos em Cristo ao Deus VIVO, conhecemos o que é a Vida. Não somos produto casual e sem sentido da evolução. Cada um de nós é o fruto de um pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um de nós é amado, cada um de nós é necessário. Nada é mais BELO do que ter sido alcançados, surpreendidos, pelo Evangelho, por Cristo. Nada há mais BELO que conhecê-Lo e comunicar aos outros a amizade com Ele.”
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
(Missa Crismal, 9 de Abril de 2009)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Tentação...



