sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sor Maria de Jesus,
terminou a "Santa Viagem"

Às 12h (13h de Espanha) de hoje, partiu para a eternidade, no Hospital Infanta Cristina de Badajoz, a nossa irmã Maria de Jesus (nome de baptismo: Joana Rosa Tomé Orelhas).
Sor Maria de Jesus, nasceu a 24 de Janeiro de 1925, na vila natal de Santa Beatriz da Silva, Campo Maior. A 1 de Janeiro de 1957, com 31 anos, entrou no Mosteiro Concepcionista de Campo Maior. Na festa de Nossa Senhora das Dores de 1957, a 15 de Setembro, iniciou o noviciado com o rito da tomada de hábito, passado a chamar-se Maria de Jesus de São José. Um ano depois, a 15 de Setembro de 1958, fez profissão monástica. A alegria, sempre plasmado no seu sorriso franco, o amor à Imaculada, aos sacerdotes e seminaristas caracterizavam a nossa irmã. Entre os vários ofícios (responsabilidades) que assumiu na comunidade destaca-se a responsabilidade da sala de lavores que dirigiu por muitos e muitos anos.
A saúde da nossa irmã sempre foi frágil, não sendo impedimento para cumprir fiel e alegremente as suas responsabilidades e a vida da comunidade, contudo nos últimos anos, a idade e o acumular de problemas de saúde foram-se agravando e no passado dia 24 de Dezembro, enquanto se preparava para a Santa Missa em consequência de uma queda partiu o omoplata, agravando o seu estado de saúde.
Sor Maria de Jesus estava a 15 dias de cumprir 84 anos, tinha entrado no Mosteiro há 51 anos e feito a sua profissão há 50.
No escondimento do seu Mosteiro, desposando Jesus Cristo Redentor, gastou a sua vida em honra, defesa e imitação de Sua Mãe Imaculada, pela Igreja e pela Humanidade - na fidelidade à Regra da Ordem da Imaculada Conceição. Virgem fiel e prudente, combateu o bom combate e foi chamada a participar do Banquete Eterno, assim o cremos, e juntamente com a sua conterrânia e fundadora (Santa Beatriz da Silva), sob o manto da Imaculada, contempla o Rosto de Deus Uno e Trino.
Pedimos que, junte às nossas, uma oração de sufrágio, pela nossa querida irmã, sor Maria de Jesus.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A comunidade monástica Concepcionista
de Campo Maior
deseja-vos:
«Santo e Feliz Natal»
e implora para todos, junto do Presépio,
«bênçãos abundantes e generosas
do Verbo feito carne
que habita entre nós»
.

São Francisco de Assis
e o Presépio

A suprema aspiração de Francisco, o seu mais vivo desejo e mais elevado propósito era observar em tudo e sempre o Santo Evangelho e seguir a doutrina e os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo com suma aplicação da mente e fervor do coração. Reevocava as suas divinas palavras em meditação assídua e jamais deixava de ter presentes, em aprofundada contemplação, os passos da sua vida. Tinha tão vivas na memória a humildade da Incarnação e a caridade da Paixão, que lhe era difícil pensar noutra coisa.
Mui digno de piedosa e perene memória foi o que ele fez três anos antes da sua gloriosa morte, perto de Greccio, no dia da Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vivia nessa comarca um homem, de nome João, de boa fama e melhor teor de vida, a quem o bem-aventurado Pai queria com singular afeição, pois sendo ele de nobre e honrada linhagem, desprezava a prosápia do sangue e aspirava unicamente à nobreza do espírito. Uns quinze dias antes do Natal, Francisco mandou-o chamar, como aliás amiúde fazia, e disse-lhe: «Se queres que celebremos em Greccio o próximo Natal do Senhor, vai imediatamente e começa já a prepará-lo como vou dizer. É meu desejo celebrar a memória do Menino que nasceu em Belém de modo a poder contemplar com os meus próprios olhos o desconforto que então padeceu e o modo como foi reclinado no feno da manjedoura, entre o boi e o jumento». Ao ouvir isto o fiel e bondoso amigo, dali partiu apressadamente a fim de preparar no lugar designado tudo o que o Santo acabava de pedir.
E o dia chegou, festivo, jubiloso. Foram convocados irmãos dos vários conventos em redor. Homens e mulheres da região, coração em festa, prepararam, como puderam, círios e archotes para iluminarem aquela noite que viu aparecer no céu, rutilante, a Estrela que havia de iluminar todas as noites e todos os tempos. Por fim, chega Francisco. Vê que tudo está a postos e fica radiante. Lá estava a manjedoura com o feno e, junto dela, o boi e o jumento. Ali receberia honras a simplicidade, ali seria a vitória da pobreza, ali se aprenderia a lição melhor da humildade. Greccio seria a nova Belém.
A noite resplandecia como o dia, noite de encanto para homens e animais. Vem chegando gente. A renovação do mistério dá a todos motivos novos para rejubilarem. Erguem-se vozes na floresta e as rochas alcantiladas repercutem os hinos festivos. Os irmãos entoam os louvores do Senhor, e entre cânticos de júbilo fremente decorre toda a noite. O santo de Deus está de pé diante do presépio, desfeito em suspiros, trespassado de piedade, submerso em gozo inefável. Por fim, é celebrado o rito solene da Eucaristia sobre a manjedoura, e o sacerdote que a celebra sente uma consolação jamais experimentada.
Francisco reveste-se com os paramentos diaconais, pois era diácono e, com voz sonora, canta o santo Evangelho. A sua voz potente e doce, límpida e bem timbrada, convida os presentes às mais altas alegrias. Pregando ao povo, tem palavras doces como o mel para evocar o nascimento do Rei pobre e a pequena cidade de Belém.
Por vezes, ao mencionar a Jesus Cristo, abrasado de amor, chama-lhe o «menino de Belém», e, ao dizer «Belém», era como se imitasse o balir duma ovelha e deixasse extravasar da boca toda a maviosidade da voz e toda a ternura do coração. Quando lhe chamava «menino de Belém» ou «Jesus», passava a língua pelos lábios, como para saborear e reter a doçura de tão abençoados nomes.
Entre as graças prodigalizadas pelo Senhor nesse lugar, conta-se a visão admirável com que foi favorecido certo homem de grande virtude. Pareceu-lhe ver, reclinado no presépio, um menino sem vida. Mas tanto que dele se abeirou o Santo, logo despertou, suavemente arrancado ao sono profundo. De resto, não deixava esta visão de ter um sentido real, já que, pelos méritos do Santo, o Menino Jesus ressuscitou no coração de muitos que o tinham esquecido e a sua imagem ficou indelevelmente impressa em suas memórias.
Terminada a solene vigília, todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria.
Tomás de Celano - Vida Primeira (1 C 84-86) - texto da época

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal
do Arcebispo de Évora

“Natal da Moderação,
da Justiça e da Piedade”

Não há outra quadra festiva que exerça tanto fascínio na mente das crianças, dos jovens e dos adultos de todas as idades como o Natal. Mas nem sempre pelas melhores razões.
É que à volta do Natal entrecruzam-se múltiplas motivações de carácter económico e comercial, cultural e artístico, religioso e social. Por isso, ele começa a ser anunciado e preparado com tanta antecedência pelos meios de comunicação social, que incentivam, persistentemente, ao consumismo, com recurso às mais sofisticadas técnicas publicitárias, criadas para adormecer as consciências e mover as vontades na direcção desejada.
A sede do consumismo chega a ser avassaladora. E, quando está aliada com ideologias agnósticas e laicas, os seus efeitos tornam-se deletérios em relação ao Natal que, sendo uma festa cristã, corre o risco de se paganizar, deslizando apenas para uma festa de família ou para a época das compras e dos presentes.
Os cristãos precisam de estar atentos a estas mentalidades, que se vão arraigando no espírito das novas gerações. Sirva de exemplo o caso daquele pai que, depois de se ter esforçado por fazer compreender aos seus filhos, ainda crianças e adolescentes, o sentido cristão do Natal, ouviu da boca de uma das suas filhas: sim, meu pai, mas o melhor do Natal são os presentes.
A mentalidade consumista baseia-se no princípio da abundância material, promove o egoísmo e gera desinteresse pelos mais carenciados da sociedade, em oposição ao sentido genuíno do Natal.
Pois, o nascimento de Jesus fala-nos de ternura, de partilha, de amor, de humildade e de salvação da humanidade decaída no pecado. Como podemos ler na carta de S. Paulo a Tito, seu estimado discípulo, com o nascimento de Jesus em Belém, manifestou-se a graça de Deus, que nos ensina a viver com moderação, justiça e piedade, no mundo actual (2,11).
A graça de Deus manifestou-se como Palavra encarnada em Jesus Cristo. Adquiriu um rosto. Pode ser escutada por ouvidos humanos e pode ser tocada por mãos suplicantes.
Manifestou-se como luz intensa que rasga as trevas do pecado e do mal para iluminar os caminhos da humanidade, pondo a descoberto os erros e os perigos que espreitam na berma da estrada. A Palavra de intensa luz, que encarnou no seio de Maria e se manifestou em Belém, ensina-nos a viver com moderação, com justiça e com piedade.
É por isso que, da humildade do presépio onde nasceu, Jesus continua a fazer-nos um veemente apelo à moderação no modo de pensar e de viver, combatendo os excessos desregrados, para que, nesta época de crise económica, os mais carenciados também possam ter, na mesa da abundância, o lugar a que têm direito, no âmbito da saúde, da habitação, da educação, do trabalho e das condições mínimas para um estilo de vida saudável.
Numa sociedade em que são frequentes os atropelos à justiça, pela distorção das leis e pelo retardamento culposo da sua correcta aplicação, a mensagem que brota do presépio continua a dirigir-se aos homens de boa vontade, para que unam o seu saber e os seus esforços, no restabelecimento da paz e da justiça, empenhando-se na erradicação da pobreza, na promoção da ecologia, no combate à fraude e à exploração vergonhosa dos pobres e dos inocentes. Quando a hipocrisia domina muitas das relações institucionais e o isolamento e a solidão afectam uma parte considerável da nossa população, é urgente que aprendamos com Jesus Cristo a reinventar um novo estilo de relação interpessoal.
Ele, que sempre estabeleceu relações autênticas de amor, de beleza e de bondade com o Pai e com todos quantos a Ele recorriam, convida-nos a viver a piedade, no seu sentido mais genuíno, tanto em relação a Deus como em relação aos nossos semelhantes, substituindo o ritualismo e a hipocrisia pela autenticidade, de forma que as palavras encontrem eco nas atitudes e estas sejam reforçadas pelos actos praticados.
Sentindo-me unido a todos os diocesanos, particularmente aos que sofrem ou se encontram em provação, desejo que todos saibam escutar a mensagem libertadora que brota do presépio e por ela a prendam a viver com moderação, justiça e piedade.
Natal de 2008
+José, Arcebispo de Évora

domingo, 14 de dezembro de 2008

III Domingo do ADVENTO
“…o Senhor … me enviou a anunciar a boa nova …,
a curar os corações atribulados,
a proclamar a redenção … e a liberdade …,
a promulgar o ano da graça do Senhor.
Exulto de
ALEGRIA no Senhor…”
Livro de Isaías

“Vivei sempre
ALEGRES, orai sem cessar,
dai graças em todas as circunstâncias …
avaliai tudo, conservando o que for bom.
Afastai-vos de toda a espécie de mal”.
1ª Carta de São Paulo aos Tessalonicenses
“…veio para dar
TESTEMUNHO da luz”.
Evangelho de São João

sábado, 13 de dezembro de 2008

Proclamando, pela sua vida,
a primazia de Deus Uno e Trino,
a monja Concepcionista mergulha e vive em Deus,
atingindo directamente o Seu Coração e despertando n'Ele,
pela oferta radical da sua vida e pela sua oração contemplativa,
uma fecundidade silenciosa e operante,
que se converte em chuva generosa e gratuita de bençãos,
para a Igreja e para o cosmos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008



"Consumi-me de zelo
em defesa da honra
da minha Mãe Imaculada
e Ela livrou-me
de todas as tribulações".
frase atribuída a
Santa Beatriz da Silva