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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

José Mattoso sublinha capacidade de «encontrar soluções realistas» demonstrada ao longo dos séculos
Especialista classifica obra de Santa Beatriz da Silva
como reação para superar «crise da época»

LFS/Ecclesia | José Mattoso 14 out 2011 (Ecclesia) – O historiador José Mattoso disse hoje em Fátima que a obra religiosa de Santa Beatriz da Silva, do século XV, surge como um dos acontecimentos “típicos da capacidade de reação peninsular na superação da crise da época”.
Na conferência inaugural do Congresso Internacional dos 500 anos da Ordem da Imaculada Conceição (OIC), sobre «O tempo de Santa Beatriz», a decorrer em Fátima, no auditório das Irmãs Concepcionistas, de hoje até domingo, o especialista referiu também que as crises sociais e económicas, “mesmo as mais graves, constituem um desafio e até estímulo à renovação da sociedade”.
Neste congresso - com cerca de duas centenas de participantes - o orador ao fazer referência à crise atual, ainda que desconhecendo “as suas dimensões e as suas consequências”, recordou outras crises na história: “Algumas fizeram vítimas, mas também enriqueceram experiências de vida e ensinaram a encontrar soluções realistas, eficazes e abrangentes”.
Assinalando 500 anos da aprovação da Regra da OIC pelo Papa Júlio II, Mattoso referiu que na versão vulgar da historiografia portuguesa se considera que o século XV “como o tempo de esplendor”.
No entanto, afirmou o historiador, nesta época existiu “uma profunda crise social e económica que só a muito custo foi efetivamente superada” e um dos seus aspetos “mais esquecidos” é o da “profunda renovação da vida religiosa, tanto mais vigorosa, quanto mais contrastante com a decadência e até corrupção das ordens antigas e da hierarquia eclesiástica”.
Beatriz da Silva, nascida por volta do 1437 em Campo Maior, viveu desde os 14 anos em reclusão no mosteiro de São Domingos de monjas dominicanas, em Toledo (Espanha), alcançando em 1489, uma primeira aprovação papal para a sua comunidade monástica através da bula ‘Inter Universa’, do Papa Inocêncio VIII, mas só após a sua morte (1492), a Ordem da Imaculada Conceição obteria a bula fundacional ‘Ad Statum Prosperum’, no ano de 1511.
Santa Beatriz foi canonizada pelo Papa Paulo VI a 3 de outubro de 1976.
LFS/OC
Santa Beatriz da Silva
Estrela para Novos Rumos
Apresentação
Santa Beatriz da Silva, a única mulher portuguesa que fundou uma ordem contemplativa, faleceu em Toledo, no ano 1492, com 55 anos de idade, antes que a Regra da Ordem da Imaculada Conceição (OIC) fosse aprovada pelo Papa Júlio II, no dia 17 de Setembro do ano 1511. São já passados 500 anos sobre esse ato fundante, exarado na bula papal Ad Statum Prosperum. A Ordem da Imaculada Conceição não só sobreviveu às fortes crises políticas, ideológicas e sociais que marcaram a Europa e o mundo ocidental como também se difundiu por diferentes países da Europa, da América e da Ásia e continua a afirmar-se com pujança através de quase centena e meia de mosteiros. Este é um facto notável que merece ser posto em relevo. Ora quando, nos nossos dias, é frequente ouvir-se falar de crise da vida consagrada, a vitalidade desta ordem contemplativa não pode passar despercebida aos historiadores e aos estudiosos dos fenómenos sociorreligiosos.
Ao contrário do que seria expectável, verificamos, com alguma mágoa, que em Portugal não são suficientemente conhecidas nem a figura ímpar de Santa Beatriz da Silva nem a Ordem monástica por ela fundada. Por isso, consideramos que tem todo o sentido a iniciativa do Congresso Internacional, aliás bem acolhida tanto no meio eclesiástico como no meio académico. Num e noutro se sente a necessidade de tornar mais conhecida a personalidade, a vida e a obra de Santa Beatriz da Silva, tendo em conta o contexto cultural, sociopolítico e religioso em que ela viveu. Por outro lado, importa estudar e conhecer os sólidos alicerces sobre os quais edificou a sua Ordem da Imaculada Conceição, que experimentou tão rápida expansão ao longo do século XVI, com perto de uma centena de fundações, e foi capaz de resistir aos ventos e tempestades da história, durante cinco séculos (Mt 7, 24-25).
A vida da Fundadora e a vida da OIC constituem dois filões fecundos não suficientemente explorados. Deles saberão os investigadores que tomam parte no Congresso extrair os tesouros novos e antigos, que permitam colocar Santa Beatriz da Silva ao lado das grandes figuras nacionais, imortalizadas pelos nobres e heroicos feitos praticados em favor da cultura e da santidade. É uma honra que lhe é devida por ser portuguesa e, mais ainda, por ser mulher, sobretudo, se tivermos em conta que, no século XV, o papel social da mulher era muito inferior ao do homem e bem diferente do atual.
A maior expansão da Ordem da Imaculada Conceição deu-se logo no século XVI, com cerca de uma centena de fundações. Mas, a vinda para Portugal das Filhas de Santa Beatriz da Silva foi tardia e a sua presença manteve-se sempre discreta. Entre 1629 e 1732, apenas se estabeleceram sete comunidades, na área continental, que vieram a desaparecer com a expulsão das ordens religiosas. Presentemente, são dois os mosteiros com comunidades residentes: o de Campo Maior, fundado por cinco monjas espanholas, em 1942, e o da Quinta do Viso, perto de Viseu, fundado a partir da Comunidade de Campo Maior, em 1970. Diferente é a situação no Brasil, onde existem, presentemente, 18 mosteiros da Ordem da Imaculada Conceição.
Seria interessante investigar as causas destas assimetrias. Sendo portuguesa a Fundadora, como se explica uma presença tão discreta da Ordem em Portugal, mesmo na atualidade? É certo que, apesar de serem apenas duas, as comunidades portuguesas são bastante jovens e acalentam esperança de crescimento. Com efeito, nota-se na sociedade portuguesa uma renovada atração pela vida contemplativa. Será isso um bom sintoma para que demos crédito a quem vaticinou que o século XXI virá a ser o século do misticismo?
Espero que o Congresso Internacional, alargando os horizontes para lá da Ordem da Imaculada Conceição, nos ajude a aprofundar e a compreender as coordenadas da vida contemplativa, como semente de vida nova nesta sociedade, prisioneira do presente, desprovida da vitalidade de que as raízes da História são garantia e privada de um ideal que lhe permita vislumbrar o futuro para lá das nuvens que escurecem o sol.
Termino agradecendo a preciosa, competente e dedicada colaboração de todos quantos se quiseram associar a nós para esta comemoração jubilar. Oxalá a semente que ora lançamos à terra produza muitos e saborosos frutos no ambiente cultural, social e religioso.
+ José Francisco Sanches Alves
Arcebispo de Évora

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Santa Beatriz da Silva,
mulher inovadora
Congresso internacional aborda vida e obra da fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, que assinala 500 anos de existência

Lisboa, 13 out 2011 (Ecclesia)

Historiadores lusos e estrangeiros reúnem-se entre sexta-feira e domingo, em Fátima, num congresso internacional para lembrar a vida e obra de santa Beatriz da Silva, fundadora da única ordem contemplativa portuguesa, aprovada pelo Papa há 500 anos.
A iniciativa recorda “uma mulher forte de origem portuguesa que quis afrontar os cânones sociais e mentais ibéricos do tempo e encontrar um espaço de protagonismo e de liberdade interior”, assinala o presidente da comissão científica do congresso, José Eduardo Franco, em texto escrito para o semanário Agência ECCLESIA.
O especialista do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa diz ser de “toda a pertinência e importância a realização de um grande congresso internacional”, dedicado aos 500 anos da Ordem da Imaculada Conceição e à sua fundadora.
Os trabalhos vão ser abertos, pelas 09h00, pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e o arcebispo de Évora, D. José Alves, presidente da comissão organizadora do congresso internacional.
A conferência inaugural vai ser proferida pelo historiador José Mattoso (Universidade Nova de Lisboa), que vai abordar o tema “O tempo de Santa Beatriz da Silva”.
A iniciativa, que terá como palco o auditório da Casa de Santa Clara, das irmãs concecionistas, pretende “trazer ao conhecimento do público em geral quem foi essa figura extraordinária de mulher do século XV”, explica D. José Alves, em entrevista ao Programa ECCLESIA.
Beatriz da Silva, nascida por volta do 1437 em Campo Maior, viveu desde os 14 anos em reclusão no mosteiro de São Domingos de monjas dominicanas, em Toledo (Espanha), onde, segundo Eduardo Franco, “ganha fama de santidade e modelo de vida espiritual”, juntando à sua volta outras mulheres.
“Do ponto de vista litúrgico, espiritual, organizacional e jurídico [Beatriz] planeia a constituição de um mosteiro que fará nascer uma ordem feminina com autonomia, com prerrogativas próprias e liberdade de escolhas, afrontando uma tendência de fazer depender as fundações monásticas femininas das regras e ordens masculinas”, refere o presidente da comissão científica do congresso internacional.
Santa Beatriz alcançou, em 1489, uma primeira aprovação papal para a sua comunidade monástica através da bula ‘Inter Universa’, do Papa Inocêncio VIII, mas só após a sua morte (1492), a Ordem da Imaculada Conceição obteria a bula fundacional ‘Ad Statum Prosperum’, no ano de 1511, com a assinatura do Papa Júlio II.
Segundo Eduardo Franco, “ tem-se assistido nas últimas décadas a um novo florescimentos dos mosteiros da Ordem da Imaculada Conceição tanto na Europa como fora do velho continente cristão, nomeadamente na América Latina”.
“Só no Brasil existem 18 mosteiros desta ordem. Em Portugal, existem duas comunidades refundadas no século XX. Uma em Campo Maior e outra perto de Viseu na Quinta do Viso”, precisa.
Beatriz da Silva foi canonizado pelo Papa Paulo VI a 3 de outubro de 1976.
JEF/OC

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Congresso assinala 500 anos da Ordem da Imaculada Conceição
Iniciativa pretende homenagear fundadora da Ordem, Santa Beatriz da Silva, e dar a conhecer o dinamismo e vitalidade das irmãs concepcionistas
No âmbito dos 500 anos de aprovação da Regra da Ordem da Imaculada Conceição, a arquidiocese de Évora vai promover um congresso internacional em Fátima sobre a fundadora da congregação, Santa Beatriz da Silva.

A iniciativa, que terá como palco o auditório da Casa de Santa Clara, das irmãs concepcionistas, entre 14 e 16 de outubro, pretende
“trazer ao conhecimento do público em geral quem foi essa figura extraordinária de mulher do século XV”, explica D. José Alves.
Em entrevista ao Programa ECCLESIA desta segunda-feira, o arcebispo eborense apresenta a religiosa portuguesa como alguém que “bebeu dos seus familiares uma grande devoção à Imaculada Conceição”.
Nascida em Campo maior, em 1437, no seio de uma família cristã profundamente influenciada pelo espírito franciscano, Beatriz da Silva tinha 10 anos quando foi colocada como dama de honor da infanta D. Isabel de Portugal, na corte de Castela.
Foi nesse contexto que, ao tomar contacto com experiências de subjugação e violência sobre as mulheres no matrimónio, decidiu enveredar pela vida consagrada, entrando no Mosteiro de São João das Monjas Dominicanas, em Toledo, onde permaneceu cerca de 30 anos.

Em 1484 fundou um instituto que tomou o título da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (Concepcionistas), e alcançou uma primeira aprovação em 1489, através do Papa Inocêncio VIII.
A aprovação da Regra da Ordem, que consagrou definitivamente o perfil religioso da única grande congregação contemplativa portuguesa, aconteceu em 1511, pela mão do Papa Júlio II.
Recorrendo a uma abordagem científica, com o apoio de diversas universidades e especialistas em história religiosa, o congresso intitulado “Santa Beatriz da Silva, estrela para novos rumos” permitirá avaliar a influência da espiritualidade mariana na Ordem da Imaculada Conceição, a partir da sua fundadora.
Outro dos objetivos será avaliar o papel e influência da Ordem, em articulação com outras congregações religiosas, na História de Portugal e da Europa.

D. José Alves sublinha que,
“ao contrário do que alguns possam imaginar”, o dinamismo e vitalidade que sempre caracterizou a ação das irmãs concepcionistas não se perdeu nos dias de hoje.
“Tem 155 mosteiros ativos, na Europa, na América e na Ásia, cerca de 3 mil religiosas espalhadas pelo mundo e muitas vocações. Aqui o mosteiro de Campo maior tem três jovens da nossa diocese, uma de Beja e outra do Patriarcado de Lisboa”
, realça.
Para além das instalações situadas na diocese de Évora, as irmãs concepcionistas têm ainda outro mosteiro em território português, na Quinta do Viso, diocese de Viseu.
PTE/JCP cf. 11 out 2011 (Ecclesia)


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

D. José Francisco Sanches Alves
entrevistado no Programa «Ecclesia» de hoje

O Arcebispo de Évora será o entrevistado no Programa «Ecclesia» de hoje, emitido pela RTP2 e que vai para o ar às 18h00.
Na entrevista, D. José Alves apresenta os projectos da Arquidiocese e o Congresso Internacional sobre Santa Beatriz da Silva que decorrerá em Fátima, de 14 a 16 de Outubro.
cf. Departamento de Comunicação Social da Arquidiocese de Évora

sábado, 8 de outubro de 2011

Visita de la Madre Presidenta a Campo Maior
En el pasado mes de septiembre, hemos tenido entre nosotras a sor María de la Cruz, la Madre Presidenta y sor María José Hidalgo, su secretaria. Fueron días de gran gozo y alegría fraterna. Se han vivido momentos de diálogo, hemos compartido experiencias comunitarias y federales.
La Madre Presidenta María de la Cruz nos ha exhortado a no vivir las restantes iniciativas que han de ocurrir en torno al V Centenario de la aprobación de la Regla de manera superficial, externa, sino con profundidad y como medio de vivir más comprometidas y con entusiasmo el carisma de nuestra Orden, dado por el Espíritu Santo a nuestra querida madre fundadora, Santa Beatriz da Silva.
Creo que se logró el objetivo de esta visita: el fomentar la comunión fraterna y el animarnos a vivir nuestra vocación contemplativa con radicalidad y entrega generosa.
Al final, pudimos decir con el salmista: "Como es bueno y agradable, vivir los hermanos en armonía".

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Congresso Internacional sobre Santa Beatriz da Silva
em destaque no Ser Igreja de hoje

O magazine radiofónico Ser Igreja deste dia 7 de Outubro dará destaque ao Congresso Internacional que decorrerá em Fátima, de 14 a 16 de Outubro, sobre os 500 anos da aprovação da Regra da Ordem da Imaculada Conceição, fundada por Santa Beatriz da Silva.
A este propósito, o cónego Senra Coelho estará à conversa com D. José Alves, arcebispo de Évora, que é também o presidente da comissão organizadora do Congresso.
Não perca esta interessante conversa que será emitida a partir das 23h em todas as rádios de Inspiração Cristã da Arquidiocese de Évora, nomeadamente: Rádio Sim – Évora – 927 AM; Rádio Sim – Elvas – 99.8 FM; Rádio Sim Alentejo – 97.5 FM; Rádio Despertar – Voz de Estremoz – 94.5 FM; Rádio Campanário – Voz de Vila Viçosa – 90.6 FM.
Contudo, esta emissão pode também ser ouvida on-line. Para tal basta entrar no site da Arquidiocese (www.diocese-evora.pt) e seleccionar, no menu a opção “Arquidiocese na rádio”. Assim, se não ouviu o programa na Rádio, pode fazê-lo onde e quando quiser na Internet.
(Fonte: página Web da Arquidiocese de Évora)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

500 AÑOS DE LA ORDEN DE LA INMACULADA CONCEPCIÓN
EN TOLEDO

El pasado domingo, día 18 de septiembre, aproximadamente 50 peregrinos de Campo Maior y Elvas (Portugal), se han asociado a nosotras, concepcionistas del Monasterio de la Inmaculada Concepción de Campo Maior, en la Clausura del V Centenario de la aprobación de la Regla de nuestra Orden.
La clausura ha tenido lugar en Toledo, en nuestra Casa Madre , y a la llegada nos esperaba D. José Francisco Sanches Alves, arzobispo de Évora, a cuya archidiócesis pertenecemos. El ha acogido a este grupo de portugueses, casi todos con residencia en Campo Maior, tierra donde nació Santa Beatriz da Silva, nuestra querida Fundadora.
Llegamos a la Iglesia de la Casa Madre y entramos cantando en portugués un himno a Santa Beatriz y nos dirigimos a la capilla donde se encuentra parte de su cuerpo. El Arzobispo hizo una oración y la emoción era visible en los rostros de todos los presentes.
Nosotras dejamos a los peregrinos en la Iglesia y nos unimos a la comunidad que nos acogía con mucha ilusión y cariño.
La Eucaristías de la clausura del año jubilar, celebrada a las 18 horas fue presidida por el D. José Francisco Sanches Alves, arriba mencionado. Participaron en ella D. Marcelino Caldeira, sacerdote de la archidiócesis de Évora, muy amante de nuestra Orden y amigo de nuestra comunidad y muchos otros sacerdotes de Toledo y amigos de la comunidad concepcionista de aquella ciudad entre los que se encontraba también el Asistente religioso de la Federación de Castilla.
En la celebración se ha utilizado el latín, el portugués y el español. Portugal y España estaban en fiesta pues, Portugal ha visto nacer, en Campo Maior a esta gran Santa que es Beatriz da Silva y Toledo acogió la Orden de la Inmaculada Concepción por ella fundada.
A los peregrinos de Portugal les tocó presentar las ofrendas: flores, tierra, y productos típicos de la zona como las aceitunas, el aceite y claro está el café, todo ello como signo del trabajo y fuente de riqueza y sustento económico de la Villa. La tierra que ofrecimos provenía de la casa donde nació santa Beatriz y simbolizaba la importancia que tiene para cualquier Orden conocer con seguridad el origen de su fundadora.
Terminada la Eucaristía, los peregrinos portugueses y los amigos españoles de la comunidad que nos acogía, fueron invitados a una merienda en el patio del Monasterio, mientras nosotras, llenas de emoción, recordábamos las vidas de las primeras hermanas que formaron parte de nuestra gran familia religiosa. Si las piedras hablasen, ¡cuantas cosas nos dirían de los orígenes de nuestra Orden!
Hemos regresado a casa con el corazón lleno y un gran deseo de mantener viva la lámpara que Dios encendió en Santa Beatriz, pasando la antorcha a las generaciones que nos suceden, tal como hicieron con nosotras Beatriz y sus compañeras.
Cronista de Campo Maior

quinta-feira, 22 de setembro de 2011


Peregrinos de Campo Maior
na Clausura do V Centenário da aprovação da Regra
da Ordem da Imaculada Conceição
No domingo, dia 18 de Setembro, cerca de 50 peregrinos, de Campo Maior e de Elvas, associaram-se às irmãs Concepcionistas de Santa Beatriz da Silva na festa da Clausura do V centenário da aprovação da Regra da sua ordem.
A festa decorreu em Toledo, na Casa Mãe da Congregação, e quando chegamos tínhamos à nossa espera o Senhor Arcebispo, D. José Francisco Alves, que nos acolheu com muita alegria por ter este grupo de portugueses, quase todos a residir em Campo Maior, terra natal de Santa Beatriz da Silva, a participar na Eucaristia de encerramento que foi presidida por ele e concelebrada pelo padre Marcelino da nossa diocese e por muitos outros sacerdotes espanhóis.
A Eucaristia, celebrada às 17h, foi muito participada por todos os presentes, os cânticos em latim, português e espanhol, as leituras também proclamadas nestas duas últimas línguas provavam bem que estes dois países irmãos estavam em festa porque Portugal viu nascer, em Campo Maior, esta grande mística Santa Beatriz e Toledo, Espanha, acolheu a ordem da Imaculada Conceição por ela fundada.
Aos peregrinos de Portugal coube solenizar o momento do ofertório oferecendo flores, terra, e produtos agrícolas de Campo Maior como as azeitonas, o azeite e claro o café como símbolo do trabalho e fonte de riqueza e sustento económico da Vila. A terra que oferecemos provinha da casa onde nasceu santa Beatriz e simbolizava a importância que tem para qualquer ordem saber a certeza da origem da sua fundadora.
No final da Eucaristia beijámos a relíquia de Santa Beatriz da Silva e tivemos a oportunidade de falar com as religiosas da ordem e que vivem ali, em Toledo, na Casa Mãe da Ordem.
Terminadas as cerimónias dentro da igreja todos fomos convidados a participar num pequeno lanche/convívio no pátio do Convento. Foi um lindo convívio entre espanhóis e portugueses amigos de Santa Beatriz da Silva.
Para nós peregrinos de Campo Maior e Elvas foi uma dádiva do Céu termos foi a peregrinação acompanhadas de 9 irmãs do Convento de Campo Maior que pela sua alegria, simpatia e felicidade que demonstravam, eram para nós um sinal de que vale a pena dar-se totalmente a Jesus Cristo e deixar-se cativar por ele a cada momento.
Naquele pequeno templo cheio de história de Santa Beatriz e das irmãs que ali seguem a sua regra há quinhentos anos, experimentámos, também, a alegria de sermos Igreja Diocesana de Évora, ali bem presente na pessoa do Senhor Arcebispo, D. José Francisco Alves.
No dia seguinte fizemos um roteiro pelo Centro Histórico de Toledo visitando a Sinagoga e a Catedral monumentos de rara beleza artística que nos elevavam a Deus e traziam ao nosso pensamento o “recado” que o Papa, Bento XVI nos deixou a nós portugueses quando connosco esteve em Maio de 2010: “Fazei coisas belas, mas sobretudo fazei das vossas vidas lugares de beleza”
E Santa Beatriz da Silva é para todos nós um testemunho da rara beleza que se chama santidade.
irmã Maria de Fátima Magalhães stj
(fonte: página Web da Arquidiocese de Évora)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Raniero GARCIA DE NAVA,
"Odisea Martirial de Catorece Concepcionistas",
Edita Federación Concepcionista Franciscana de Santa Beatriz, Toledo, 2011.

Perfil biográfico das 14 monjas Concepcionistas de Santa Beatriz da Silva mártires, assassinadas durante o ano de 1936 na Guerra Civil de Espanha e oriundas de três Mosteiros da Ordem da Imaculada Conceição: 10 do Mosteiro de São José (Madrid), 2 do Mosteiro de El Pardo (Madrid) e 2 do Mosteiro de Escalona (Toledo).
Os perfis biográficos das mártires Concepcionistas apresentados nesta obra, serviram de material documental na Causa de Beatificação e Canonização que actualmente já se encontra em Roma. Querem também ser resposta às sugestões que o Papa João Paulo II, dá em numerosas ocasiões em que pedia às dioceses e Congregações religiosas para que conservassem a memória dos seus mártires:
"... recordei em diversas ocasiões a necessidade de conservar a memória dos mártires. O testemunho deles não deve ser esquecido. Eles são a prova mais eloquente da verdade da fé, que sabe dar um aspecto humano até à morte mais violenta e manifesta a sua beleza mesmo no meio de atrozes padecimentos. É preciso que as Igrejas particulares façam tudo o que é possível para não perder a recordação daqueles que sofreram o martírio."
(João Paulo II, Homilia do Santo Padre na Beatificação de José Aparício Sanz e de 232 companheiros mártires na Espanha, 11 de Março de 2001, 4)
Pedidos para:
Concepcionistas Franciscanas
Plaza de la Concepción, 1
Toledo (Espanha)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sor Maria do Espírito Santo,
terminou a "Santa Viagem"
Às 0.30h de hoje, partiu para a eternidade, a nossa irmã Maria do Espírito Santo.
Sor Espírito Santo, nasceu na vila natal de Santa Beatriz da Silva, Campo Maior.
No escondimento do seu Mosteiro, desposando Jesus Cristo Redentor, gastou a sua vida em honra, defesa e imitação de Sua Mãe Imaculada, pela Igreja e pela Humanidade - na fidelidade à Regra da Ordem da Imaculada Conceição. Virgem fiel e prudente, combateu o bom combate e foi chamada a participar do Banquete Eterno, assim o cremos, e juntamente com a sua conterrânia e fundadora (Santa Beatriz da Silva), sob o manto da Imaculada, contempla o Rosto de Deus Uno e Trino.
Nos últimos dias, completamente abstraída do que a rodeava, as irmãs ouviam-na dizer com frequência:
"Delícias eternas à Vossa direita" (Sl 15 [16], 11).
Pedimos que, junte às nossas, uma oração de sufrágio, pela nossa querida irmã, sor Maria do Espírito Santo.
Hoje, às 19h45m na Igreja do Mosteiro, será celebrada Missa de Corpo presente, seguida de Exéquias fúnebres e o enterramento no cemitério do Mosteiro.

sábado, 18 de junho de 2011

Mosteiro da Imaculada Conceição
Campo Maior
Sor María Helena de Jesus


O dia 11 de Junho, dia da minha profissão temporal, foi um dia de serenidade, de paz, de alegria e gozo por pertencer ao Senhor de uma maneira tão especial. Deixo-vos o que fui sentindo ao longo da cerimónia.
Eu sei que não quero perder o olhar de Deus nem perder-me pensando só em mim, não quer cansar nem cansar-me, mas entusiasmar-me com Deus e com esta vocação que me deu. Não quero só contemplar a Deus, quero deixar-me contemplar por Ele. Não quero só procurar sem pressa e sem limites mas deixar-me procurar. Não quero só alcançar uma meta mas deixar-me alcançar pelo Amor. Sei que quem procura não sou eu, há alguém que me procura sem cessar, e a quem hoje disse sim, para além dos meus medos, de todas as minhas fragilidades, quero permanecer contigo.
Tive a presença alegre da minha comunidade, do Senhor Arcebispo, de muitos sacerdotes, de muitos amigos e da minha família que se alegra comigo.
Obrigado pelas vossas orações.
(Texto publicado em Espanhol na página Web da Federação Santa Maria da Guadalupe da Ordem da Imaculada Conceição a que pertence o Mosteiro de Campo Maior. Tradução para o Português da responsabilidade do autor deste blog)

sexta-feira, 17 de junho de 2011


Profissão de votos temporários em Campo Maior

“Eu, Soror Maria Helena de Jesus, a exemplo e em honra de Maria Imaculada, livre e voluntariamente consagro-me a Deus com todo o meu ser e comprometo-me a seguir a Cristo segundo a forma do Santo Evangelho e a viver em fraternidade.” Foi com estas palavras que Soror Maria Helena de Jesus, de 33 anos, natural de Reguengos de Monsaraz, Arquidiocese de Évora, fez a profissão religiosa de votos temporários na Ordem da Imaculada Conceição, fundada por Santa Beatriz da Silva. Conforme nota daquela Ordem, desde esse dia, “Soror Maria Helena de Jesus já não se pertence a si mesma, mas todo o seu está consagrado totalmente a Deus, desposando-se com Jesus Cristo nosso Redentor, em honra da Conceição Imaculada de Sua Mãe, pela profissão dos conselhos evangélicos de obediência, sem próprio e em castidade, vividos em comunhão fraterna e em perpétua clausura, por 3 anos” (cf. CC. GG. 2).

A cerimónia, presidida por D. José Alves, Arcebispo de Évora, e concelebrada por cerca de uma dezena de sacerdotes, decorreu no passado dia 11 de Junho, na igreja do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior, que se encheu de familiares, amigos e irmãos na fé, muitos oriundos de Reguengos de Monsaraz, comunidade onde a Soror Maria Helena de Jesus cresceu na fé, para se associarem ao compromisso que a jovem fez com Deus.

À homilia, D. José Alves referiu que o “mais importante não é a rapidez das decisões, mas sim a correcção das decisões que cada um toma, o seu fundamento e firmeza, já que a vida só se vive uma vez”, acrescentando que “a candidata à vida religiosa deverá estar ciente que a vida de clausura não pode ser motivada por uma qualquer necessidade de fugir do mundo. A verdadeira razão de uma vida de clausura é a resposta a um forte apelo de viver em grande intimidade com Deus. A monja não foge do mundo, mas corre e procura por todos os meios encontrar-se com Deus”.

O Arcebispo de Évora sublinhou que “Deus fala sempre no silêncio, pois Deus não fala no barulho, nem a voz de Deus se ouve com os ouvidos do corpo, mas só com os ouvidos da alma. Por isso, o silêncio não é um sacrifício mas sim um gozo porque é um silêncio habitado”, explicando que “a alma cristã só experimenta a alegria de viver quando unida a Deus. Monja de clausura proporciona essa ligação estreita com a origem da vida. Quanto maior for essa união, maior será a alegria que experimenta. Assim se explica a alegria permanente das monjas, pois não vieram para o Mosteiros carpir tristezas, mas viver em alegria permanente”.

“Hoje a Irmã Maria Helena de Jesus dá-nos também esta garantia que no silêncio, na oração, na vida de comunhão fraterna se encontra Deus e em Deus se encontra a mais forte razão de viver, o Amor, tal como encontrou há mais de 500 anos Santa Beatriz da Silva”, concluiu o Prelado.

Após a homilia, decorreu o interrogatório feito pelo Arcebispo de Évora, com a noviça ajoelhada, que respondeu “sim quero” às questões colocadas. Seguiu-se a invocação da Graça Divina. Ao terminar a oração, a Vigária e a Mestra de Noviças aproximaram-se do lugar da Abadessa, sendo testemunhas. A Noviça ajoelhou-se e com as mãos juntas entre as da Abadessa, disse a fórmula da Profissão. Emitida a profissão, a neoprofessa recebeu da Abadessa as insígnias, nomeadamente: o manto, o véu, a Regra e a Medalha. O rito da profissão terminou com as Irmãs a darem a paz à comunidade.

Nas palavras de agradecimento que dirigiu aos presentes, Soror Maria Helena de Jesus revelou que “estar a viver este inicio desta caminhada é importante e agradeço as palavras do senhor Arcebispo, pois a vida religiosa é isto, viver num silêncio que faz crescer e que ajuda à intimidade com Deus”.

“Neste momento posso dizer-vos que estou feliz nesta opção e nesta escolha. Espero que o Senhor me ajude a continuar. E que ajude desde aqui a cada um de vocês”, concluiu sob um forte aplauso de todos os presentes.

No final, Soror Maria Helena de Jesus agradeceu pessoalmente a todos os presentes, contagiando, no seu sorriso, o júbilo pelo compromisso definitivo com Deus.

Conhecida em Reguengos de Monsaraz, de onde é natural, como Lena Cachaço, Sor Maria Helena de Jesus retirou-se para o convento de Nossa Senhora da Conceição de Campo Maior há já três anos. Depois de um ano de postulante, recebeu hábito e inseriu-se na comunidade como noviça. Após dois anos de noviciado, este foi o momento de uma consagração mais forte e decisiva.

in Semanário "A DEFESA", 15 de Junho de 2011 - Ano LXXXVIII - nº4518, pg. 7

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"CONSAGRO-ME A DEUS
COM TODO O MEU SER..."
No próximo dia 11 de Junho, às 11.30h no Mosteiro da Imaculada Conceição, em Campo Maior, a vida de Sor Maria Helena de Jesus vai dar uma reviravolta, com a profissão religiosa de votos temporários na Ordem da Imaculada Conceição, fundada por Santa Beatriz da Silva. A partir desse dia, Sor Helena já não se pertencerá a si mesma, mas todo o seu ser será consagrado totalmente a Deus, desposando-se com Jesus Cristo nosso Redentor, em honra da Conceição Imaculada de Sua Mãe, pela profissão dos conselhos evangélicos de obediência, sem próprio, e em castidade, vividos em comunhão fraterna e em perpétua clausura, por 3 anos (cf. CC. GG. 2).
Sor Helena de Jesus descobriu a pérola precisosa, o tesouro que é Jesus e vendeu tudo o que tinha e fazia, para comprar o campo onde se encontrava o tesouro. Este campo é o seu próprio ser. Através do silêncio,da intimidade com Cristo na oração diária e continua, esta jovem agarrou a sua vida com as duas mãos e dia 11 entrega-a a Quem gratuita e generosamente lha tinha oferecido. Uma vida que não se perde, como pensam alguns, mas uma vida que se torna fecunda, porque Deus a acolhe e a distribui pela Humanidade como semente de vida; recordando que não temos aqui morada permanente. A Irmã Concepcionista, ao consagrar-se a Deus pela contemplação, consagra-se também ao serviço dos homens, aos quais tem presentes, de um modo mais profundo na intimidade de Cristo (LG 46).
Na véspera da Solenidade de Pentecostes, a Sor Helena, cheia do Espírito Santo, pronunciará o seu sim. Um sim à missão que Deus lhe confia. A missão de ser testemunha da ressurreição, da vida que nos é oferecida pelo sacrifício da morte e mistério de ressurreição de Jesus.
Após vários anos de intensa actividade apostólica, Sor Helena, fazendo voto de clausura por amor
de Cristo, renúncia ao serviço imediato da promoção do homem e à presença física no mundo, convertendo-se em semente fecunda que do sulco aponta para a ressurreição, em contemplação, onde Cristo renasce cada dia ao mundo e em anuncio peculiar da morte do Senhor até que Ele volte (CC. GG. 61). Tal como a Virgem Imaculada e Santa Beatriz, Sor Helena, liberta das preocupações terrenas, mostra à Humanidade os bens celestiais presentes já neste mundo (Cf. CC.GG. 116).
Sor Maria Helena de Jesus inicia uma nova etapa na sua caminhada vocacional e recorda, com gratidão e alegria, a história de amor que Deus foi fazendo com ela ao longo destes 33 anos. Foi um percurso com luzes e sombras. O seu bordão foi o amor e a misericórdia do Senhor, que a escolheu desde o ventre materno, para testemunhar que Deus é o absoluto da vida do ser humano e este só encontra a plenitude, quando caminha pela estrada da vida pela mão do seu Criador e Redentor.
Ordem da Imaculada Conceição
Comunidade monástica Concepcionista de Campo Maior

segunda-feira, 23 de maio de 2011

II CONGRESSO INTERNACIONAL
NO PROTO-MOSTEIRO DE TOLEDO (OIC-OFM)
APRESENTAÇÃO
Convocadas por el Ministro General de la OFM, Fr. José Rodríguez Carballo, las Presidentas y Delegadas de las Federaciones de la Orden de la Inmaculada Concepción en el mundo, celebran el II Congreso Internacional en la Casa Madre que la Orden tiene en Toledo, los días 23 al 29 de mayo de 2011.
Este encuentro que lleva por lema: “Llamadas, Inspiradas, Desposadas”, tiene lugar dentro del marco del V Centenario de la aprobación de nuestra Regla, expresión máxima de nuestra identidad y vocación en la Iglesia. De hecho, a continuación y hasta el día 3 de junio se darán cita en la misma ciudad, hermanas de toda la Orden para celebrar el Jubileo Concepcionista en torno a nuestros lugares carismáticos, un acontecimiento de gracia y bendición.
El programa se augura interesante, evangélico y mariano. Creemos y esperamos que sea de provecho para nuestro momento actual, tanto eclesial como social.
P
edimos oraciones al Padre de las luces y ponemos este Congreso y las jornadas jubilares bajo la intercesión de la Virgen Inmaculada y de Santa Beatriz, para que todo el trabajo, esfuerzos y dedicación fraterna, dé fruto abundante en las y los participantes y que redunde, como es de desear, en un gran bien para todas y cada una de las hermanas, hermanos y comunidades que formamos las dos Órdenes.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Carta de Páscoa da Madre Coordenadora
Resucitó el Señor, nuestra vida y nuestra esperanza
Mis queridas hermanas: Después de acompañar al Señor en la subida a Jerusalén, ya lo contemplamos resplandeciente como el sol en esta mañana de Pascua. Ha resucitado y ha cambiado nuestra vida, de la esclavitud del pecado a la libertad de ser hijas queridas del Padre.
Tenemos cincuenta días para celebrar la victoria de Jesucristo nuestro Redentor sobre el pecado y sobre la muerte. En este tiempo hemos de contemplar el amor hecho ternura y misericordia con cada una de nosotras y eso mismo es lo que hemos de hacer con nuestras hermanas de comunidad en primer lugar y después con todas las personas que se cruzan en nuestro camino, de modo que seamos bálsamo para el dolor del mundo.
También dentro de estos cincuenta días, entraremos de lleno en nuestras celebraciones del V Centenario, cuyo punto álgido será el II Congreso Internacional OFM-OIC y las Jornadas Jubilares celebrativas. Motivos sobrados para bendecir y dar gracias a Dios por el don de nuestra vocación.
El día 30 de Abril celebramos como ya es habitual el día de la vocación Concepcionista, lo hacemos en la fecha en que fue aprobada la Inter Universa. Con ella comenzó en la Orden de la Inmaculada Concepción un proceso de enriquecimiento hasta la Bula Statum Prosperum, proceso vivimos en continuo dinamismo, de acuerdo con los signos de los tiempos, y como respuesta a las cambiantes necesidades de la Iglesia, manteniendo viva la lámpara que el Espíritu encendió en Santa Beatriz (CC.GG, art. 7).
Nuestra Regla fue escrita en el siglo XVI pero no para vivirla solo en esa época pues tiene una fuerte espiritualidad válida para todos los tiempos. Lo hemos podido comprobar en los estudios que hemos venido realizando en estos años de preparación al V Centenario. La vitalidad y la permanencia de la Orden dependen en gran parte de que las hermanas bebamos de las fuentes de nuestro carisma como de un manantial fresco y salvífico que nace del costado de Jesucristo nuestro Redentor.
Inspiradas, llamadas, desposadas.
Este lema es una de las señales más luminosas que marca nuestro camino de seguimiento. No nos perdamos en celebraciones externas si no es después de profundizar interiormente a qué estamos llamadas y cuales son nuestros compromisos de hijas y de esposas. Nuestra vocación es vivir siempre y en toda circunstancia en “servicio al Altísimo” como “hostia viva en oblación personal” a “Jesucristo nuestro Redentor y a honra de la Inmaculada Concepción de su Madre” hasta “hacerse un solo espíritu con Cristo su Esposo mediante el amor”, y no seremos capaces de ello sino “deseando tener el Espíritu del Señor y su santa operación”.
Hay varios medios que el Señor pone en nuestro camino y uno de ellos es la lectura orante de la Palabra “guardada en el corazón”. Ella será como el combustible para vivir de forma generosa y serena la vida de comunidad, siendo siempre sembradoras de paz.
Este es un momento precioso para nosotras, momento para agradecer y dar gracias al Señor por habernos llamado a esta hermosa vocación.
Agradecemos a Santa Beatriz su fidelidad y entrega, su constancia y su fe que hoy nos hacen disfrutar de esta preciosa herencia.
Permanecemos unidas en la oración y con todo mi cariño, recibid mi abrazo fraterno.
madre María de la Cruz Alonso Paniagua oic
Coordinadora

quinta-feira, 28 de abril de 2011

FELIZ PASCUA DE RESURRECCIÓN desde Estella y desde Goa ya que escribo en nombre de mis dos comunidades.
Llegué a Estella desde Goa hace poco más de una semana para celebrar la Semana Santa y la Pascua con mi comunidad de Estella. Gracias a Dios he encontrado muy bien a mi comunidad y estoy muy contenta. He vuelto de Goa contentísima. Nuestra pequeña comunidad concepcionista en India, Goa, Curtorim, ha sido acogida con gran cariño por la Iglesia de Goa y por el pueblo, no solo por los católicos, si no por toda la gente sea de la religión que sea. Es para dar gracias a Dios. Podría contaros historias muy bonitas de gente que pide la oración de las hermanas con gran fe, que escribe sus historias, que después da las gracias porque, gracias a la oración de las hermanas, como dicen ellos, el Señor les concede lo que le piden etc. Es muy emocionante.
La pequeña comunidad está haciendo un gran esfuerzo por integrarse, sobre todo perfeccionando el inglés y aprendiendo la lengua local, el konkani, ya cantan algunos cantos de la Eucaristía en esa lengua y el pueblo lo aprecia muchísimo. Han celebrado el Triduo Pascual con sencillez y dignidad participando también muchas personas en sus celebraciones.
Como sabéis el día 22 de febrero celebramos felizmente la inauguración de nuestro nuevo monasterio de concepcionistas en India, Goa, Curtorim. Nuestro monasterio se llama DHYANALAYA, es una palabra en la lengua de toda India, en hindi, que quiere decir “Casa de contemplación”. Aquél día de verdad que fue memorable, es para ver más de cincuenta sacerdotes, la mayoría de ellos jóvenes, concelebrando con el Arzobispo y con el obispo dimisionario. Gente de toda clase y condición nos acompañaron, los cantos estuvieron a cargo del coro del seminario mayor, de verdad que cantaron de maravilla. Después les invitamos a una mínima merienda pues la celebración fue por la tarde.
Todo fue organizado por personas amigas y también el gasto que se originó lo sufragaron personas y familias que nos quieren.
Guardamos un recuerdo precioso. Tuvimos la gran alegría de estar acompañadas de María Cruz Alonso, nuestra coordinadora, su secretaria Inmaculada Fernández y Celina nuestra Presidenta. Fue un gran respaldo de la Orden para nuestros comienzos, por lo que les estamos muy agradecidas.
Saludos para todas las hermanas de todas mis hermanas de mi comunidad de Estella y de Curtorim.
Con todo cariño vuestra hermana
sor María Pereira oic