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sexta-feira, 1 de março de 2019


Mensagem Quaresmal 
do Arcebispo de Évora
Discípulos Missionários em Tempo de Quaresma
A Arquidiocese de Évora, em comunhão com o Santo Padre e com a Igreja universal, unida à Igreja em Portugal, (cf. “Todos, Tudo e Sempre em Missão”), vive o Ano Pastoral 2018-19 em proposta de renovação missionária, no desafio do tema Discípulos Missionários. Conforme refere o nosso Plano Pastoral, “Muito há a fazer para que o rosto missionário da Igreja seja mais evidente e produza frutos mais abundantes nos vários âmbitos da comunidade humana que é o horizonte largo que Jesus confiou aos seus discípulos de ontem e de hoje”.
«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura» (Mc. 16,15) é o desejo que Jesus Cristo nos legou e para o qual espera de cada cristão uma entrega incondicional. Esta entrega, como nos refere o Papa Francisco ao convocar a Igreja para a vivência do Mês Missionário, no centenário da promulgação da Carta Apostólica Maximum Illud, de Bento XV (1919), assenta em quatro pilares, que recordamos: encontro pessoal com Cristo, testemunho de vida, formação e caridade missionária. Em tempo de Quaresma, podemos retomar estas quatro propostas de crescimento e amadurecimento e fazermos delas uma estrada de compromisso e conversão que nos levem à Páscoa da Ressurreição.
Só no encontro pessoal com Cristo, se alicerça a caridade missionária pelo testemunho de vida. O desejo de mais formação é consequência da experiência de Deus que nos abre sempre novos horizontes de dádiva e de beleza. Por isso, convido todos os cristãos a valorizar, neste Tempo Favorável, a nossa oração pela escuta mais atenta e assídua da Palavra de Deus; pela vivência dos Sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação; pela prática dos atos de piedade tradicionais, como a adoração ao Santíssimo Sacramento, Via Sacra e Oração do Rosário a Nossa Senhora. Recordo a valorização que devemos colocar na vivência do Lausperene Quaresmal, programado para as nossas paróquias, e nos tempos de “Retiro” e Peregrinação que poderemos organizar enquanto paróquias, grupos e movimentos eclesiais. Importa que neste Ano Missionário nos proponhamos em valorizar a qualidade dos nossos encontros pessoais e comunitários com o Mestre, para que renovemos a nossa alegria de discípulos missionários e vençamos a rotina.
Nesta primeira Mensagem Quaresmal que vos dirijo, descalço os meus pés, na certeza de que piso “terra sagrada” ao bater à porta da vossa consciência cristã para vos pedir em nome do Senhor, um renovado Amor à Sua Igreja, pela qual Ele se entregou, amou até ao fim e deu a vida. Os tempos de purificação que vivemos, pedem-nos oração e compromisso missionário. A nossa fidelidade a Cristo e entrega à Comunidade Cristã são a primeira resposta aos desafios que vivemos. Será no nosso encontro com o Senhor que encontraremos sempre renovadas energias para testemunhar o poder libertador da nossa fé.
Na sua Mensagem para esta Quaresma, o Papa Francisco lembra-nos que «a celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, chama-nos sempre a viver um itinerário de preparação, cientes de que nos torna semelhantes a Cristo (cf Rom 8, 29) e é um dom inestimável da misericórdia de Deus», por isso, o nosso encontro com o Senhor há-de levar-nos a uma identificação com os Seus valores e critérios através da renovação do Mistério Pascal em cada um de nós, na medida em que pela conversão morremos para o homem velho e renascemos com Cristo para o homem novo. A vivência deste dinamismo pascal será a melhor preparação para a vivência autêntica do próximo Tríodo Pascal, que queremos continuar a celebrar com todo o empenho.
A Quaresma é “sinal sacramental” de conversão na medida em que nos convida a encontrarmo-nos de forma mais intensa e concreta com o Mistério Pascal, através da oração, do jejum e da penitência. Estas atitudes próprias deste Tempo, aprofundam a nossa dimensão relacional com Deus, com os Irmãos e com toda a criação e delas brotam a paz e o equilíbrio ecológico tão necessários e urgentes para toda a humanidade e para a nossa “Casa comum” Por isso, a vivência quaresmal leva em si um contributo capaz de valorizar a nossa cidadania. A este propósito o Papa refere que «Rompendo-se a comunhão com Deus, acaba por falir também a relação harmoniosa dos seres humanos com o meio ambiente, onde estão chamados a viver, a ponto do jardim se transformar num deserto (cf Gn3,17-18)».
Somos convidados a alargar a tenda do nosso coração e a olhar para os irmãos em dificuldade com o mesmo olhar de Cristo. Esta atitude fraterna e solidária é consequência necessária do nosso encontro de discípulos com a misericórdia de Deus. A partilha dos bens espirituais e materiais é a proclamação pela vida, que Deus é Pai de todos e nós somos o rosto do Seu Amor para todos.
Neste ano, através da Cáritas Nacional, dirigimos a nossa Renúncia Quaresmal aos Irmãos e Irmãs da Venezuela, cujas necessidades são testemunhadas pelos constantes apelos do Episcopado daquele país. Convido-vos a abrir os olhos do vosso coração e a fazer deste gesto de comunhão um abraço que encoraje e faça sentir a nossa presença junto dos mais necessitados daquele povo irmão, a quem nos unem tantos laços de convivência migratória.
Como nos anos anteriores, cofio à Cáritas Diocesana a Campanha da Renúncia Quaresmal. O produto recolhido em cada paróquia será entregue ao Vigário da Vara que, por sua vez, o fará chegar à Cúria Diocesana.
Évora, 27 de fevereiro de 2019
+ Francisco, Arcebispo de Évora

quarta-feira, 14 de agosto de 2013


da Carta do Ministro Geral OFM
Frei Michael Antony Perry ofm
pela Festa de Santa Beatriz da Silva
Com a vossa vida orante e contemplativa, tendo carismaticamente Maria Imaculada como caminho de seguimento (cf. CCGG 12), sois chamadas a acompanhar e sustentar com a vossa fé a fé da Igreja. Numa “existência humilde” em presenças que, por meio do acolhimento amoroso, da palavra compadecida, de escuta compreensiva..., sede transparência do Senhor e canal de sua salvação. A “humilde existência” é a que melhor deixa transparecer e vislumbrar o mistério que a sustenta e a vivifica. Se vos converterdes em testemunhas viventes da beleza de vosso Esposo Jesus Cristo, vossa fé será reforçada e aumentada. 
Termino, recorrendo de novo às palavras da carta A Porta da Fé: “Durante este tempo [Ano da Fé], fixemos o olhar sobre Jesus Cristo, Aquele que dá origem à fé e a leva ao cumprimento (Hb 12,2). Nele encontra cumprimento todo o sofrer e desejo do coração humano”. O Senhor Jesus Cristo vos acompanhe e vos leve à plenitude vossa fé!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


JORNADA DAS CLAUSTRAIS
21 de Novembro de 2012
Memória litúrgica da Apresentação da Beata Virgem Maria no Templo
Hoje (21 de Novembro), memória litúrgica da Apresentação da Beata Virgem Maria no Templo, celebra-se a Jornada das Claustrais. Às irmãs chamadas pelo Senhor à vida Contemplativa, desejo assegurar a minha especial proximidade e da inteira comunidade eclesial. Renovo ao mesmo tempo, o convite a todos os cristãos afim que não deixemos faltar aos mosteiros de clausura o necessário sustento espiritual e material. De facto, devemos muito, a estas pessoas que se consagram inteiramente à oração pela Igreja e pelo mundo! Obrigado.
Bento XVI,
Audiência Geral, 21 de Novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012


“O nosso tempo precisa de santos
e os santos mostram-nos, de muitas maneiras,
como podemos viver o Evangelho hoje
e como podemos ser sinais luminosos do amor de Deus”.
Bento XVI, Angelus de 1 de Novembro de 2012

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CARTA DO PADRE ASSISTENTE
por ocasião
da Festa de Santa Beatriz da Silva de 2012
Fr. Joaquín Domínguez Serna, OFM
Asistente
A la atención de la Madre Presidenta y de las hermanas de la Federación Bética Santa María de Guadalupe, de la Orden de la Inmaculada Concepción.
Mis muy queridas hermanas:
Paz y Bien en el Señor y su Madre Inmaculada.
En la fiesta de Santa Beatriz, como es costumbre, deseo felicitaros y, en la medida de mis posibilidades, animar vuestra vida y vocación según las inspiraciones de los orígenes y la vitalidad de esta Forma de vida.
Al hacer memoria de Beatriz su inspiración de vida nos obliga a contemplarla a través de una fuerte experiencia de fe. Aunque no tuviera una formación o un notable grado cultural, sin embargo en su itinerario detectamos la gratitud, el espíritu de vencimiento y la constancia, actitudes todas propias de los verdaderos creyentes. Quien vive en búsqueda del rostro de Dios -el Dios Altísimo- no acumula dentro de sí altivez, aislamiento, superioridad… sino que por el contrario trabaja el espíritu de cercanía, realismo y humildad consigo misma, con los demás y frente a Dios.

domingo, 12 de agosto de 2012

Carta de la Madre Presidenta
en la solemnidad de Santa Beatriz

SANTA BEATRIZ DE SILVA 2012
A todas las hermanas de la Federación Sta. María de Guadalupe
Queridas hermanas: se acercan nuestras fiestas de verano, la de nuestra Madre Inmaculada Asunta al Cielo y nuestra Madre Fundadora Beatriz de Silva y Meneses. Quisiera acercarme a vosotras desde estas líneas para celebrarlas en comunión y en un mismo espíritu, experimentando como tantas otras veces, la dulzura y la delicia de vivir las hermanas unidas.
A la vez que nos preparamos para celebrar estas fiestas, profundizamos en nuestra vida de fe, preparándonos para el año de la fe que comienza en octubre próximo. Sabemos que profundizar en la fe es adentrarnos en la persona de Jesucristo nuestro Redentor, en su forma de hacer,de pensar, de vivir, en sus criterios, sus gustos, su manera de relacionarse, todo eso y más, es nuestro camino de oración y contemplación para tratar de seguirle lo más cerca posible, por el camino de María y al estilo de Beatriz.
Hoy quiero ofreceros unas breves pinceladas sobre las antífonas de laudes de la liturgia de Santa Beatriz.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mensagem do Santo Padre para o
49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Amados irmãos e irmãs!
O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a reflectir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».
A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. Ao escrever aos cristãos da cidade de Éfeso, São Paulo eleva um hino de gratidão e louvor ao Pai pela infinita benevolência com que predispõe, ao longo dos séculos, o cumprimento do seu desígnio universal de salvação, que é um desígnio de amor. No Filho Jesus, Ele «escolheu-nos – afirma o Apóstolo – antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em caridade na sua presença» (Ef 1, 4). Fomos amados por Deus, ainda «antes» de começarmos a existir! Movido exclusivamente pelo seu amor incondicional, «criou-nos do nada» (cf. 2 Mac 7, 28) para nos conduzir à plena comunhão consigo.
À vista da obra realizada por Deus na sua providência, o salmista exclama maravilhado: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a Lua e as estrelas que Vós criastes, que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?» (Sal 8, 4-5). Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um acto de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste facto que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida. Numa conhecida página das Confissões, Santo Agostinho exprime, com grande intensidade, a sua descoberta de Deus, beleza suprema e supremo amor, um Deus que sempre estivera com ele e ao qual, finalmente, abria a mente e o coração para ser transformado: «Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria, se não existisse em Vós. Chamastes-me, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei-o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz» (Confissões, X, 27-38). O santo de Hipona procura, através destas imagens, descrever o mistério inefável do encontro com Deus, com o seu amor que transforma a existência inteira.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. O meu antecessor, o Beato João Paulo II, afirmava – referindo-se ao ministério sacerdotal – que cada «gesto ministerial, enquanto leva a amar e a servir a Igreja, impele a amadurecer cada vez mais no amor e no serviço a Jesus Cristo Cabeça, Pastor e Esposo da Igreja, um amor que se configura sempre como resposta ao amor prévio, livre e gratuito de Deus em Cristo» (Exort. ap. Pastores dabo vobis, 25). De facto, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. «Com efeito – como escrevi na minha primeira Encíclica, Deus caritas est – existe uma múltipla visibilidade de Deus. Na história de amor que a Bíblia nos narra, Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da acção dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente. Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia» (n.º 17).
O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. À prioresa do mosteiro de Segóvia, que fizera saber a São João da Cruz a pena que sentia pela dramática situação de suspensão em que ele então se encontrava, este santo responde convidando-a a agir como Deus: «A única coisa que deve pensar é que tudo é predisposto por Deus; e onde não há amor, semeie amor e recolherá amor» (Epistolário, 26).
Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). Para exprimir a ligação indivisível entre estes «dois amores» – o amor a Deus e o amor ao próximo – que brotam da mesma fonte divina e para ela se orientam, o Papa São Gregório Magno usa o exemplo da plantinha: «No terreno do nosso coração, [Deus] plantou primeiro a raiz do amor a Ele e depois, como ramagem, desenvolveu-se o amor fraterno» (Moralia in Job, VII, 24, 28: PL 75, 780D).
Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De facto, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.
A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afectivo. A este propósito, o Santo Cura d’Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d’Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed. Foi Vivante - 1966), p. 100].
Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração. É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.
É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há-de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja sobretudo a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.
Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25). Nas famílias, «comunidades de vida e de amor» (Gaudium et spes, 48), as novas gerações podem fazer uma experiência maravilhosa do amor de oblação. De facto, as famílias são não apenas o lugar privilegiado da formação humana e cristã, mas podem constituir também «o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida consagrada pelo Reino de Deus» (Exort. ap. Familiaris consortio, 53), fazendo descobrir, mesmo no âmbito da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada. Que os Pastores e todos os fiéis leigos colaborem entre si para que, na Igreja, se multipliquem estas «casas e escolas de comunhão» a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, reflexo harmonioso na terra da vida da Santíssima Trindade.
Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.
Vaticano, 18 de Outubro de 2011.
BENEDICTUS PP XVI

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mensagem do Arcebispo de Évora
para a Quaresma de 2012
“PRESTAI ATENÇÃO UNS AOS OUTROS” (Heb 10,24)
Quaresma foi instituída pela Igreja com a dupla finalidade de preparar os adultos para o Baptismo e todo o povo cristão para a celebração da solenidade da Páscoa. Tem-se mantido ao longo dos séculos como um tempo especial em que todos os cristãos são convidados a adoptar um estilo de vida em correspondência com os ideais evangélicos, dispondo-se a corrigir deficiências morais, purificar intenções e ampliar a prática das boas obras, pela qual se torna efectiva a lei sublime do amor ao próximo, resumo de toda a mensagem evangélica.
Querendo ajudar os cristãos de todo o mundo a viver este tempo sagrado da Quaresma em sintonia de pensamento e acção, Bento XVI, na peugada dos seus antecessores, todos os anos publica uma mensagem, chamando a atenção de todos os fiéis para alguma das situações mais cruciais do nosso tempo e apontando caminhos para ir ao seu encontro. Este ano, com palavras da Carta aos Hebreus, convida-nos a prestar atenção às pessoas que vivem à nossa volta, independentemente dos laços familiares que a elas nos possam unir. Pois, sendo todos nós membros da grande família humana, todos temos obrigação de prestar atenção uns aos outros. Afinal, todos temos uma origem e um fim comum. A paternidade única de Deus torna-nos a todos irmãos uns dos outros.
Se reflectirmos um pouco, facilmente concluiremos que o alerta do papa vem mesmo a propósito das situações difíceis que se vivem no nosso país, onde, dia a dia, crescem as dificuldades para muitos dos nossos concidadãos, por falta de alguém que lhes preste atenção, quando as dificuldades batem à porta. Tenhamos presentes os casos de pessoas de idade avançada que
vivem sozinhas e chegam mesmo a morrer sem que alguém se tenha dado conta, durante semanas, meses e até anos. Pensemos ainda nas pessoas que se encontram sem recursos económicos para viver com um mínimo de dignidade, ficando reduzidas à desumana condição de miséria e, por vezes, sem um tecto onde se possam abrigar.
Infelizmente, são poucos os que prestam atenção a estes casos extremos. E, ao contrário, é cada vez maior o número dos que vivem centrados nos próprios interesses, enredados na espiral sem fim do consumismo, que funciona como autêntica anestesia espiritual, potenciadora de perniciosos egoísmos e propiciadora de um clima de fria indiferença a toda a espécie de infortúnios que se multiplicam a um ritmo cada vez mais acelerado.
Não poderá ser essa a atitude dos cristãos. Os discípulos de Jesus Cristo devem seguir os passos do seu Mestre. Ora, nunca Jesus voltou as costas ou ignorou os doentes nem os pobres. Antes pelo contrário. Foi ao seu encontro, fixou neles o olhar com amor, tomou-os pela mão com carinho e sarou-os. Não possuindo nós os poderes taumatúrgicos de Jesus não poderemos operar milagres. Mas, pela força do amor que foi derramado nos nossos corações, para nos abrir a mente e o coração, podemos prestar atenção, podemos amar, podemos ajudar, se quisermos. Basta que,
metendo a mão na consciência, sinceramente nos interroguemos sobre o que em concreto podemos fazer a favor dos nossos irmãos mais carenciados e nos decidamos a praticar as boas obras que estão ao nosso alcance.
Cada um de nós é convidado a estender a mão para levantar o caído, ajudar o pobre, consolar o desalentado, fazer companhia ao que vive em solidão, ensinar o ignorante, corrigir o que errou e rezar por todos. A Quaresma há-de ser um tempo sagrado que nos ajuda a viver uma relação autêntica de verdade com Deus, connosco mesmos e com os outros. Pois só nessa tríplice relação se concretiza a plenitude da vida, a que chamamos felicidade.
Com efeito, a Quaresma, instituída para nos ajudar a sermos felizes, convida-nos a prestar atenção aos outros, porque sem eles não podemos alcançar a vida plena. Eis a razão porque a Igreja também instituiu neste tempo a renúncia e a partilha dos bens com os mais carenciados. Este ano, o produto das renúncias voluntárias em tempo de Quaresma será entregue mais uma vez à Caritas Diocesana para que, através dos pólos distribuídos pela Arquidiocese, faça chegar aos que se encontram em dificuldades um sinal de fraternidade cristã e de amor de Deus.
Passada a Páscoa, peço aos Vigários da Vara que, em atitude de colaboração generosa e a exemplo do ano passado, juntem o produto da renúncia das paróquias da Vigararia e o façam chegar à Cúria.
Évora, 7 de Fevereiro de 2012,
Festa das Cinco Chagas do Senhor
+José, Arcebispo de Évora

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

AVÉ MARIA PURÍSSIMA

A TODAS LAS HERMANAS

DE LA CONFEDERACION
SANTA BEATRIZ DE SILVA


Queridas Hermanas.
Me acerco por primera vez a vosotras, como Coordinadora de la Confederación en este marco del Adviento y nuestra Madre Inmaculada. Y lo hago con cierto “temor y temblor” por este servicio que se me ha confiado. Pero también con mi confianza puesta en el Señor y en vosotras que me ayudaréis con vuestra oración y colaboración.
Somos una familia que ha ido creciendo en estos años donde, juntas, hemos hecho un camino y hemos compartido formación, celebraciones etc. y esto ha hecho que nos conozcamos y nos queramos como hermanas, compartiendo un precioso Carisma en la Iglesia. Todo ello es motivo para sentirme apoyada y arropada por todas vosotras, especialmente por las que he podido conocer personalmente y relacionarme más de cerca. Y quiero dar mi agradecimiento especial, en nombre de toda la Confederación, a nuestra Hermana Maria de la Cruz Alonso, por su entrega incondicional a la Orden y por su interés por la formación en la que todas hemos salido enriquecidas.
Creo, sin duda, que este servicio lo tenemos que hacer entre todas, pues somos miembros de un mismo Cuerpo y compartimos una misma espiritualidad. Y es esto es lo que sin cesar nos está pidiendo la Iglesia, vivir y trabajar en COMUNIÓN; y es lo que el mundo necesita ver en nosotras: nuestra comunión.
Comenzamos el Tiempo fuerte de Adviento, tiempo de espera y esperanza, tiempo para una mirada contemplativa honda, acogedora, como lo hizo María, quien nos enseña a mirar y a esperar… pero sobre todo nos enseña a acoger la Vida para hacerla presente en nuestro hoy, y nos dice cómo tiene que ser nuestro “mirar”, a la manera de Dios: amándolo, compadeciéndose, involucrándose… María nos lleva de la mano y nos conduce a vivir sus actitudes, su confianza, su fiat siempre renovado en cada una de nosotras, porque eso tiene que ser una concepcionista, una prolongación del Sí de María, una presencia del Dios de la Vida, y aprender de ella lo que nos dicen nuestras Constituciones: “En existencia humilde y en actitud permanente de fe, María responde al amor infinito de Dios con su Fiat”. (CC GG. 10).
La Solemnidad de la Inmaculada Concepción nos lleva a contemplar de nuevo a María como nos la presenta la Regla nº 6: “Hecha tálamo celeste y singular del Rey Eterno”. María Inmaculada, la Tota Pulchra, espejo radiante donde nos miramos cada una, para ser cada vez más esa imagen y ese proyecto que Dios ha soñado para nosotras.
Adviento e Inmaculada, están muy unidos, y desde aquí se nos invita a nacer de nuevo, a vivir una nueva esperanza…”Brotará un renuevo y de su raíz florecerá un vástago” (Is 11,1). María nos trae a Jesús, el Salvador y con Él se iluminan todas las sombras y se llena de sentido y de gozo nuestra vida.
Queridas hermanas, vivamos este momento nuestro de la historia, como hora de gracia, sintiéndonos pertenencia unas de otras como Iglesia, como Orden, y con una misión concreta recibida del Señor. Recordamos las palabras que nos dijo en Toledo el Ministro General: “Vuestra contemplación es misión, vuestra existencia vivida en amor, fidelidad y alegría será misionera” (II Congreso internacional, mayo2011).
Que nuestra Santa Madre Beatriz nos ayude a vivir desde este espíritu y compromiso, y nos enseñe a acoger el don recibido como ella lo supo acoger y hacer fructificar.
Feliz día de la Inmaculada para todas y una felicitación a las que lleváis los bonitos nombres de Inmaculada, Concepción, Purísima…
Un abrazo grande y fraterno para todas y la súplica de una oración por esta hermana vuestra. Sé que cuento con ella. Por tanto ¡GRACIAS DE CORAZÓN!
Madre Maria Celina Arranz oic
Coordinadora de la Confederación Sta. Beatriz de Silva
Peñaranda de Duero, 25 de noviembre de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Carta de la Madre Presidenta
en la solemnidad de la Inmaculada

A TODAS LAS HERMANAS
DE LA FEDERACIÓN SANTA MARIA DE GUADALUPE


María Inmaculada
Reina y Madre
de la Orden de la Inmaculada Concepción


Mis queridas hermanas: al acercarse la gran fiesta de nuestra Madre Inmaculada, quiero estar cerca de vosotras y que mi presencia sea punto de encuentro y comunión. Os tengo cada día y en cada momento muy presentes dentro de mí y aunque sea en la forma sencilla de una carta, con ella va todo mi corazón y mi cariño.
Quisiera compartir algunas consideraciones sobre el misterio que inspira nuestra existencia y vocación.
En la significación del misterio de la Concepción Inmaculada de María está la iniciativa de Dios que tiene soberanía en la vida del hombre. Pero también hay otro misterio, la libertad del hombre que Dios nos ha regalado y que podemos utilizarla para construir el Reino o para demolerlo. Ya tomemos un camino u otro, Dios nos sostiene con su misericordia.
La Inmaculada toca lo más profundo de nuestro ser para dar una respuesta a Dios desde la libertad, tal y como ella lo hizo cuando el ángel le planteó el plan que Dios, desde toda la eternidad, había pensado para ella.
María es la perfecta redimida por Dios y ella la perfecta disponible al proyecto de Dios sobre el hombre. María, es la mujer más cercana a Dios, la más cercana a la divinidad. Las hermanas Concepcionistas vamos a la zaga de María. Si queremos vivir nuestro don vocacional, hemos de tener cariño de hijas para imitar a la Madre, copiar en lo más posible sus actitudes de vida y de entrega para servir al Hijo. No olvidemos que estamos en la Iglesia para el servicio, la contemplación y la celebración activa del misterio de María Inmaculada. (Cf CC.GG 9)
“En existencia humilde y en actitud permanente de fe, María responde al amor infinito de Dios con su Fiat engendrando al Hijo de Dios y convirtiéndose en cauce de salvación para todo el género humano”. (CC.GG.10)
Nosotras, hermanas Concepcionistas, estamos llamadas a vivir estas realidades y estar abiertas al Espíritu como María, con generosidad a las iniciativas del Padre sobre nuestras vidas, para ser de este modo, prolongación activa de la historia de la salvación para toda la Iglesia.
Nuestra vida de silencio y escucha de la Palabra ha de ser cuidada y mimada en nuestras comunidades. Es ese silencio habitado que nos hace disfrutar en lo profundo de nuestro corazón, del deseo, ilusión y necesidad de donación que el Espíritu deposita dentro de nosotras cada día, cuando el Cuerpo y la Sangre de Cristo Redentor se funde con nuestra débil pero entregada y generosa realidad.
Es importante la escucha atenta de la Palabra, el deseo profundo de identificarnos con el mensaje que nos trasmite, estar cada día más atentas a la llamada del Maestro interior, leer los acontecimientos con los ojos y los sentimientos de Jesucristo, desde una fe profunda y confiada, creyendo en él y siguiendo su Evangelio. Todo ello conlleva despojo, renuncia a nuestros intereses, educar a ese pequeño yo que nos quiere dominar siempre alegando derechos y que solo, en contadas ocasiones, nos susurra deberes.
Se me ocurre pensar en las “capas de cebolla” que se nos han ido adhiriendo con el paso del tiempo y para deshacernos de ellas nos pican los ojos y las vamos dejando y acumulando cada vez más. Creo que es necesario despojarse con paciencia, y volver a estar desnudas delante de Dios, volver a ese primer amor inicial donde todo es frescura y donación generosa.
Hermanas, os deseo para estos días una vivencia intensa y reflejada en las hermanas, del Misterio de la Inmaculada Concepción. Que ella, como buena Madre, nos enseñe a caminar por este “divino camino” que su Hijo nos ha regalado y en el que sólo podemos ser felices, cuando seguimos sus pasos, cuando miramos con sus ojos, cuando derrochamos misericordia con las hermanas.
Muchas felicidades para este día grande y hermoso.
Madre Maria de la Cruz Alonso Paniagua oic

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Santa Beatriz da Silva
Estrela para Novos Rumos
Apresentação
Santa Beatriz da Silva, a única mulher portuguesa que fundou uma ordem contemplativa, faleceu em Toledo, no ano 1492, com 55 anos de idade, antes que a Regra da Ordem da Imaculada Conceição (OIC) fosse aprovada pelo Papa Júlio II, no dia 17 de Setembro do ano 1511. São já passados 500 anos sobre esse ato fundante, exarado na bula papal Ad Statum Prosperum. A Ordem da Imaculada Conceição não só sobreviveu às fortes crises políticas, ideológicas e sociais que marcaram a Europa e o mundo ocidental como também se difundiu por diferentes países da Europa, da América e da Ásia e continua a afirmar-se com pujança através de quase centena e meia de mosteiros. Este é um facto notável que merece ser posto em relevo. Ora quando, nos nossos dias, é frequente ouvir-se falar de crise da vida consagrada, a vitalidade desta ordem contemplativa não pode passar despercebida aos historiadores e aos estudiosos dos fenómenos sociorreligiosos.
Ao contrário do que seria expectável, verificamos, com alguma mágoa, que em Portugal não são suficientemente conhecidas nem a figura ímpar de Santa Beatriz da Silva nem a Ordem monástica por ela fundada. Por isso, consideramos que tem todo o sentido a iniciativa do Congresso Internacional, aliás bem acolhida tanto no meio eclesiástico como no meio académico. Num e noutro se sente a necessidade de tornar mais conhecida a personalidade, a vida e a obra de Santa Beatriz da Silva, tendo em conta o contexto cultural, sociopolítico e religioso em que ela viveu. Por outro lado, importa estudar e conhecer os sólidos alicerces sobre os quais edificou a sua Ordem da Imaculada Conceição, que experimentou tão rápida expansão ao longo do século XVI, com perto de uma centena de fundações, e foi capaz de resistir aos ventos e tempestades da história, durante cinco séculos (Mt 7, 24-25).
A vida da Fundadora e a vida da OIC constituem dois filões fecundos não suficientemente explorados. Deles saberão os investigadores que tomam parte no Congresso extrair os tesouros novos e antigos, que permitam colocar Santa Beatriz da Silva ao lado das grandes figuras nacionais, imortalizadas pelos nobres e heroicos feitos praticados em favor da cultura e da santidade. É uma honra que lhe é devida por ser portuguesa e, mais ainda, por ser mulher, sobretudo, se tivermos em conta que, no século XV, o papel social da mulher era muito inferior ao do homem e bem diferente do atual.
A maior expansão da Ordem da Imaculada Conceição deu-se logo no século XVI, com cerca de uma centena de fundações. Mas, a vinda para Portugal das Filhas de Santa Beatriz da Silva foi tardia e a sua presença manteve-se sempre discreta. Entre 1629 e 1732, apenas se estabeleceram sete comunidades, na área continental, que vieram a desaparecer com a expulsão das ordens religiosas. Presentemente, são dois os mosteiros com comunidades residentes: o de Campo Maior, fundado por cinco monjas espanholas, em 1942, e o da Quinta do Viso, perto de Viseu, fundado a partir da Comunidade de Campo Maior, em 1970. Diferente é a situação no Brasil, onde existem, presentemente, 18 mosteiros da Ordem da Imaculada Conceição.
Seria interessante investigar as causas destas assimetrias. Sendo portuguesa a Fundadora, como se explica uma presença tão discreta da Ordem em Portugal, mesmo na atualidade? É certo que, apesar de serem apenas duas, as comunidades portuguesas são bastante jovens e acalentam esperança de crescimento. Com efeito, nota-se na sociedade portuguesa uma renovada atração pela vida contemplativa. Será isso um bom sintoma para que demos crédito a quem vaticinou que o século XXI virá a ser o século do misticismo?
Espero que o Congresso Internacional, alargando os horizontes para lá da Ordem da Imaculada Conceição, nos ajude a aprofundar e a compreender as coordenadas da vida contemplativa, como semente de vida nova nesta sociedade, prisioneira do presente, desprovida da vitalidade de que as raízes da História são garantia e privada de um ideal que lhe permita vislumbrar o futuro para lá das nuvens que escurecem o sol.
Termino agradecendo a preciosa, competente e dedicada colaboração de todos quantos se quiseram associar a nós para esta comemoração jubilar. Oxalá a semente que ora lançamos à terra produza muitos e saborosos frutos no ambiente cultural, social e religioso.
+ José Francisco Sanches Alves
Arcebispo de Évora

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Carta de la Madre Coordinadora
en la solemnidad de Santa Beatriz
BEATRIZ EN EL V CENTENARIO
A todas las hermanas
de la Confederación Santa Beatriz de Silva

Mis queridas hermanas: todavía conservo, en la retina de los ojos, la imagen de vuestra presencia en la celebración del Congreso y el jubileo concepcionista. Hemos vivido el regalo de la fraternidad, hemos dado pasos en la comunión y comunicación de nuestra Orden creando vínculos cada vez más fuertes entre las hermanas y todo ello cobijadas bajo el manto de madre fundadora. Si a ella en su vida de bienaventurada le cabe más alegría y gloria, sin duda que las ha disfrutado en estos días. ¡Qué satisfacción y gozo ver a las hermanas unidas!
“Si el grano de trigo no muere no da fruto, pero si muere da mucho fruto”. Beatriz en su vida de donación y seguimiento a Jesucristo Redentor es ese grano de trigo muerto y fecundo en la espiga de su Orden. Una fecundidad con 500 años de existencia y con vitalidad creciente porque sus hijas han mantenido viva la llama que el Espíritu depositó en ella, han sabido mantener y crecer en la fe como María Inmaculada, han sido fieles al regalo de su vocación contemplativa, han sabido vivir en soledad y silencio “el signo del misterio Trinitario, dentro de sí y con las hermanas, pues cada hermana es lugar privilegiado de comunión con Dios”. (Cf. CCGG 95)
Las hermanas que nos precedieron son una herencia para agradecer e imitar en sus más genuinas virtudes de Concepcionistas. Sobre nosotras, sobre este presente de gracia que estamos viviendo, recae la responsabilidad de seguir manteniendo viva esa llama del Espíritu. No es momento de desánimo, ni de desilusión, es momento de reemprender la ilusión del seguimiento a Jesucristo Redentor con la confianza y el entusiasmo del amor primero. Él ha sellado una alianza con nosotras el día de nuestra profesión, pero no nos dijo adónde nos llevaría ni cómo haríamos el camino, nosotras nos fiamos de él. Hasta ahora no nos ha defraudado, seguro que nos ha llevado por veredas tortuosas, por sendas que no conocíamos, pero él va siempre a nuestro lado, no rompe su alianza. Y no sabemos nada de su plan sobre nuestras vidas, pero en lugar de buscarnos nosotras el camino, dejémosle a él y permanezcamos atentas al susurro de su Espíritu.
Santa Beatriz fue siempre arcilla en las manos amorosas de su Alfarero, lo suyo no fue instalarse en sus proyectos, en lo que ella creía que era lo mejor, sino que en oración constante, trataba de descubrir la voluntad de su Señor. Ella se había consagrado y seguía a Jesucristo, no a su proyecto.
María de Nazaret, se fía del mensaje del ángel, y hace vida en su vida la Palabra de Dios, no tiene miedo a las fatigas y a los peligros de la montaña y corre aprisa al encuentro y a remediar las necesidades que hay fuera de ella, no se mira, mira los planes de Dios en el mundo. María es la pobre de Yahvé, la disponible a su Palabra, la que entiende muy poco de lo que le está pasando pero se fía totalmente de quien la lleva y de Aquel que lleva en sus entrañas.
Hermanas, pertenecemos a la Orden de la Inmaculada Concepción, para seguir el camino de estas dos mujeres que Dios Padre ha puesto como paradigma en nuestra historia de salvación y como compañeras y guías en nuestro camino de peregrinas.
El desposorio con Jesucristo Redentor implica nuestra confianza total en él, implica no querer ni buscar nada fuera de su voluntad, implica ayudarle a que realice su obra en cada una de nosotras y en el mundo, implica “limpiar el corazón de los deseos terrenos y de las vanidades del mundo” (R 30) “Y desear tener sobre todas las cosas el espíritu del Señor y su santa operación”.
Seamos hermanas de la Orden de la Inmaculada Concepción llenas de “humildad y mansedumbre” (R 44) con el corazón capaz de sembrar confianza a nuestro alrededor, convencidas de que la alianza que Dios Altísimo ha hecho con nosotras se cumplirá. La Palabra de Dios nos lo repite a cada paso.
Os deseo un final feliz y gozoso de las celebraciones del V Centenario, mirad que no vamos a conocer el siguiente, aprovechemos para recrear nuestro corazón en la fidelidad del amor.
En el mes de noviembre tendremos, Dios mediante, la Asamblea Confederal electiva, presentad al Señor todas las ilusiones y deseos de la hermanas, para que el camino Confederal sea cada vez más y mejor instrumento de formación, unión y comunicación.
Felicidades para las que lleváis el nombre de Asunción y de Beatriz.
Junto a María permanecemos en la oración.
Un abrazo fraterno.
Madre María de la Cruz Alonso Paniagua
Coordinadora

sábado, 13 de agosto de 2011

Carta del Padre Asistente
en la solemnidad de Santa Beatriz

Santa Beatriz 2011
V Centenario de la Regla de la Orden de la Inmaculada Concepción

A LA ATENCIÓN DE LA MADRE PRESIDENTA Y LAS HERMANAS DE LA FEDERACIÓN BÉTICA, SANTA MARÍA DE GUADALUPE, DE LA ORDEN DE LA INMACULADA CONCEPCIÓN

Mis queridas hermanas: Paz y bien en el Señor, en su Inmaculada Madre y Santa Beatriz.
Al llegar la fiesta de Santa Beatriz y en medio del Jubileo del V Centenario, según la costumbre, me hago presente para haceros llegar mis deseos de paz y compartir mi mensaje en esta fiesta jubilar.
En verdad el centenario ha dado sus frutos y han sido numerosas las iniciativas que han promovido los Monasterios, las Federaciones y la Confederación, además de los que aún quedan por celebrar hasta la clausura el día 17 de septiembre del presente año. Por todos ellos damos gracias al Padre y a la Virgen Inmaculada y por estos 500 años de fidelidad a un texto que ha servido de luz y guía para las generaciones de hermanas en el pasado, para las hermanas de hoy y, con la confianza puesta en el Señor, para las generaciones de mañana.
También han sido numeroso los textos o escritos que han surgido con motivo del Centenario, los cuales deben servir para alimento y nutrición de las hermanas en torno al bello texto de la Bula Ad statum prosperum. Quizás, este es el motivo principal por el que este año, me he decidido a hacer una PARÁFRASIS de la Regla. Una paráfrasis es un acomodación, ampliación o actualización de una texto. Es un modesto homenaje a la Regla y a la Orden y a todas las hermanas de la Federación.
Que su lectura se convierta en una recreación de la Regla y os anime a hacer a cada una vuestra propia y personal relectura.
Deseando toda paz y todo bien en el día de la Solemnidad de Santa Beatriz en el V Centenario de la aprobación de la Regla, os saluda y bendice en el nombre del Señor,
Fr. Joaquín Domínguez Serna, OFM
Assistente "Pro Minialibus" da Federação Bética da OIC

segunda-feira, 23 de maio de 2011

(conclusão)
LA REGLA
DE LA ORDEN
DE LA INMACULADA CONCEPCIÓN
EN EL HOY DE LA IGLESIA
Carta del Ministro General OFM
a todas las Hermanas
de la Orden de la Inmaculada Concepción,
en el V Centenario de la aprobación de la Regla de la OIC

Esta Regla vivida es nuestro regalo a la Iglesia y al mundo
El Señor os ha encomendado una misión y desea que también hoy se lleve a cabo, con particular esmero. ¿Es que no es eso precisamente lo que la Iglesia necesita y espera de todos los consagrados y de vosotras en particular?
¡Qué regalo son ya para la Iglesia y la humanidad vuestras comunidades donde, con María, Jesucristo es reconocido y proclamado el Señor, el Esposo quellena vuestros corazones y os lleva al Padre, y que, con su Espíritu y su Palabra, os hace partícipes de su sacerdocio y de su contemplación, que os mantiene unidas en comunidades de hermanas, fieles a un incansable crecimiento en la experiencia de una vida de pobreza, sencillez, acogida, virginidad, compromiso de amor! ¡Que cada monasterio sea un Nazaret, eso es lo que necesita la Iglesia, eso es lo que os pide la Iglesia, el mundo, todos nosotros!
Y de hecho, en vuestra Regla, vuestra vida es María en Nazaret, María Madre y señora, hija y sierva (en la Concepción y en la Anunciación), que hace familia en torno a Jesús, contemplativa, obediente al Padre, abierta a su Palabra, entregada al Espíritu, “sitio de Dios”, sitio de la persona para el mundo, sitio de la concepción de Jesús, donde el Padre recibe un Magnificat permanente, humilde, silencioso, pobre, en trabajo, en misión maternal y premuroso a favor de los hombres. ¡Que cada concepcionista sea una imagen viva de María de Nazaret.
El mundo os niega vocaciones, a menudo no os comprende y no os ayuda, pero es lo que necesita y busca en silencio. Frente a su crisis, profunda, múltiple y generalizada, sed María, como María en Nazaret hoy en medio de las gentes.
Es vuestra aportación al esfuerzo misionero de la Iglesia que quiere y debe evangelizar. Vosotras la acompañáis desde la vivencia del misterio de la Inmaculada Concepción. Y esa intuición genial no ha mostrado todavía toda su potencialidad. Ya ha dado mucho de sí en medio de serias dificultades, pero puede dar más si el Señor sigue llamando y bendiciendo, si vosotras por vuestra parte ponéis formación, ayuda mutua, comunión con la Iglesia.
“La vida es como un viaje en el mar de la historia, con frecuencia oscuro y borrascoso, un viaje en el cual escrutamos los astros que nos indican la ruta. Las verdaderas estrellas en nuestra vida son las personas que han sabido vivir rectamente. Esas son luces de esperanza”. Cierto que Jesús es la luz por antonomasia, el sol que brilla sobre todas las tinieblas de la historia. Pero para llegar a Él necesitamos también de luces cercanas, de personas que dan luz trayéndola de su luz y, de este modo, ofrecen orientación para nuestra travesía” (SS, 49). Sed vosotras, mis queridas hermanas concepcionistas, esas “luces cercanas”, que, en medio de las tinieblas de la historia, nos orienten hacia la Luz. Mantened, también vosotras como santa Beatriz, la luz de vuestra estrella encendida.
Este centenario, fiesta y tarea
Ya lo es, puede ser, conviene que sea quinientos años después una Regla de vida y misión. Y nosotros gozamos en ello y con vosotras hacemos fiesta, en gratitud ante la Misericordia del Señor, en felicitación fraterna y cordial.
Los Hermanos Menores, y yo personalmente, queremos ayudaros en la tarea de esta conmemoración y del programa de vida y acción que de ahí se sigue. Queremos ayudaros en todo lo que está a nuestro alcance, no olvidando el momento de reducción de nuestras fuerzas, y tampoco que es la hora de vuestro protagonismo activo y responsable.
Que esta memoria celebrativa os sea de gozo, bendición, renovación y unión. Y en todos, nosotros y vosotras, aumente nuestra recíproca comunión en el misterio de María Inmaculada.
Al terminar vuelvo a tomar vuestra Regla en mis manos, la beso y elevo mi oración a María Inmaculada. Pido a María que os bendiga, pido a María que siga concediendo a la Iglesia esta forma de comprender y de vivir el Evangelio, que constituye la confesión y proclamación y el testimonio de un Dios Trinidad de amor y de vida.
Roma, 2 de febrero, Jornada de la vida consagrada, 2011
Con mi bendición y abrazo fraterno,
vuestro hermano y siervo
Fr. José Rodríguez Carballo, ofm
Ministro general OFM

domingo, 22 de maio de 2011

(continuação)
LA REGLA
DE LA ORDEN
DE LA INMACULADA CONCEPCIÓN

EN EL HOY DE LA IGLESIA
Carta del Ministro General OFM
a todas las Hermanas
de la Orden de la Inmaculada Concepción,
en el V Centenario de la aprobación de la Regla de la OIC

El aplauso de la Iglesia
Como se evidencia en las Constituciones generales de la Orden, aprobadas el 22 de febrero de 1993, y en otros documentos de la Iglesia, ésta aplaude esos mismos impulsos básicos de la Regla: esponsalidad con Cristo, acogida al Espíritu, entrega al Padre, reproducción de María, lectura humilde y orante del Evangelio, realización comunitaria de la vida contemplativa y sus tradiciones monástica y franciscana. Son valores permanentes, y en este momento también sumamente válidos. Son líneas dinámicas fuertes, constantes, que tiran para adelante sin indecisiones, en formulaciones diversas.
Confronto la Regla con los documentos de la Iglesia y la ésta, leída al trasluz de esta renovada conciencia eclesial, me muestra nuevos contenidos y dimensiones, vagamente intuidos en el momento de la redacción. En su momento inicial, con la gracia de Dios, la Regla fue instrumento de santificación y glorificación de Dios y de María. Ahora debe seguir siéndolo.
Y veo que el momento es particularmente oportuno para una fidelidad creativa.
El proceso de renovación de la Iglesia, que se inició con el movimiento conciliar, de entrada fue una sorpresa. Luego se produjeron tiempos de confusión y desconcierto en las doctrinas y en las sugerencias prácticas, llegando a provocar movimientos de fuerte defensa frente a interpretaciones que, con razón o sin ella, se juzgaban imprudentes. El dinamismo fue salvado por el prestigio y por la autoridad de la Iglesia, a quien las hermanas siempre han querido ser fieles.
Ahora la actitud de las hermanas es más madura, confiando que se pueden lograr equilibrios serenos, que se puede y se debe avanzar en múltiples aspectos sin tropezar y sin salirse del camino. Se abandona así una postura ligeramente imprudente en algunas, excesivamente precavida en otras, que ve peligro en losavances y acaso añora tiempos pasados, sin percibir logros que nos ayudarán a vivir esta Regla de la manera más coherente y válida hoy.
Los cambios que hemos vivido en estos últimos años fueron provocados por la llamada y el don del Concilio en la Iglesia. El Concilio nos invitó a una renovación que tuviese en cuenta cuatro fidelidades que nunca pueden faltar en toda forma de vida consagrada: fidelidad a Cristo, fidelidad al propio carisma, fidelidad a la Iglesia y fidelidad al hombre de hoy (Cf. PC, 2). “Son caminos de profundización, purificación, comunión y misión” (CdC, 7). Es el momento, nos dice la Iglesia, de “una vida consagrada renovada y fortalecida” (VC, 13). Esa llamada del Concilio y de la Iglesia de hoy ha de ser acogida con prontitud y gozo, pues la renovación profunda a la que somos llamados, a pesar del camino recorrido, está todavía a medio camino. Ahora es el momento de asumirla, vivirla y llevarla a plenitud. Tanto más que nos viene urgida por evolución interior y exterior. El centenario de la aprobación de la Regla es una buena ocasión para ello.
Contemplando, a la vez, la Regla, el pensamiento de la Iglesia y la realidad de nuestras personas y de nuestro mundo, llego a pensar, como lo intuí hablando a los hermanos, que esta hora es preciosa, que este tiempo es un kairós, que estos tiempos no sólo son “delicados y duros”, sino también ricos de esperanzas (Cf. VC, 13).
Esta hora es preciosa para vosotras
Es hora de vibrar de gozo y gratitud por una vocación de privilegio que habéis recibido sin merecerla, con los valores propios de una vida contemplativa monástica que “se ocupa solo de Dios” y es, desde la oblación, la oración y la alabanza, bendición para toda la Iglesia; concretizada en rasgos carismáticos propios radiantes.
Es hora de desear aun más intensamente el ser desposadas con Jesucristo como una experiencia de maravillosa densidad, compromiso glorioso e inmenso, conocerlo, ver su rostro, seguirlo: “Tener los mismos sentimientos de Cristo” (Flp 2,5); “hacerse un solo espíritu con Cristo” (R. OIC, 30).
Es hora de proclamar que el Señor suscitó a María en Concepción Inmaculada y cuanto eso significa: la imagen de Dios bueno, de Cristo Salvador, del Espíritu vivificador, de María privilegiada, del valor de la persona, de la gracia de la pobreza, de la belleza, de la humildad. Hacéis esa proclamación con vuestra propia existencia como signo legible, como contraste con el mundo, como diálogo ofrecido.
Es hora de aliento espiritual y contemplativo enriquecido por la liturgia, camino de formación, maestra de pensamiento y experiencia espiritual; y por un creciente aprovechamiento de la Palabra de Dios en el estudio y en la oración como lectura orante de la Palabra. En este contexto hago mía la invitación que nos viene del Sínodo sobre la Palabra y que Benedicto XVI recoge en la reciente Exhortación Apostólica Verbum Domini: “No falte en ninguna comunidad de vida consagrada una formación sólida a la lectura orante de la Biblia” (VD, 83).
Es hora de comunión y fraternidad, hora de más profundo sentido de Orden, la Orden de la Inmaculada Concepción, de la que entrasteis a formar parte desde el momento en que llamasteis a la puerta de en un monasterio (Cf. R. OIC, 2). Esta Regla, cuya aprobación recodamos en este año, es Regla de una Orden. Regla y Orden van juntas. Cuidamos sus mediaciones como federación, confederación, comunicación, colaboración, amor sincero (No dudo en recomendar releer y reflexionar nuevamente sobre el documento Vida fraterna en Comunidad, CIVCSVA, Roma, 1994).
Es hora de estimar y cuidar mejor de la persona humana. Atendiendo a sus procesos propios. Es hora de un mayor respeto por la responsabilidad y dignidad personal en igualdad, superando antiguas diferencias, y animando a participar en la vida y decisiones comunitarias con corresponsabilidad. Esto repercute en un nuevo ejercicio de la autoridad. Es hora de valorar adecuadamente el genio de la mujer y aceptación de su protagonismo. Incluso con sano pluralismo en elementos secundarios. Al mismo tiempo, es hora de fomentar y ejercitar una vida comunitaria como encuentro interpersonal de personas más libres y maduras (Recomiendo vivamente el estudio y la reflexión del documento El Servicio de la Autoridad y la Obediencia, CIVCSVA, Roma, 2008).
Es hora de una mejor toma de conciencia y esfuerzo por la revitalización de la formación inicial y permanente en maneras nuevas, bajo sus muchos aspectos. Una formación integral, que tenga en cuenta todas las dimensiones de la persona: humana, cristiana y carismática, “de tal modo que actitud y comportamiento manifiesten la plena y gozosa pertenencia a Dios, tanto en los momentos importantes como en las circunstancias ordinarias de la vida cotidiana” (VC, 65). Una formación permanente, pues “la exigencia de la formación no acaba nunca” (Idem). Una formación que, sin olvidar las exigencias de la formación inicial, dé una prioridad real a la formación permanente, pues sólo desde ella podréis mostrar “la belleza de la entrega total a la causa del Evangelio” en la vida concepcionista, y podréis hacer un anuncio explícito de la vocación concepcionista a las nuevas generaciones (VC, 64). Sin una formación adecuada no tendréis futuro, porque ya no tenéis presente. Sin una formación adecuada a las exigencias de vuestro carisma y del mundo actual no podéis hacer una buena pastoral vocacional.
Es hora de amar, con la Iglesia, a nuestro mundo de hoy, esta generación sorprendente, que el Señor ama con pasión, estimando el diálogo con él, respetando las diversas culturas, vibrando de impulso misionero, colaborando a la expansión de la Orden en otros países.
Es hora de cruz redentora, sin duda. El ser desposadas con Jesucristo Redentor tiene en esta hora aplicaciones reales y dolorosas. Pues hay que hacer frente a las nuevas dificultades con la lucidez y la audacia, con el coraje con que lashermanas primeras combatieron las suyas sin rendirse. Las dificultades no son pequeñas, pero la Regla os motiva, os exige y estimula a continuar trabajando y realizar en el sufrimiento la ofrenda personal en comunión con Jesús (Cf. R. OIC, 2).
Es hora de la confianza en la Providencia que suscitó de la nada a María y condujo a la Orden naciente en momentos bien difíciles. El Señor suscitó esta Orden para honra de su Hijo y de su Madre y sigue interesado en ello. Ese ha de ser el motivo de vuestra confianza indestructible, aunque no sepáis exactamente cómo procederá hoy el Señor. Las posibilidades futuras de la Orden y de las federaciones están en los cuidados providentes del Señor, en quien confiamos, y, por vuestra parte, en una coherente y decidida tarea de ir llevando adelante este proceso en sus
múltiples aspectos de mentalidad, vida e imagen de la vida. Estas dificultades no solamente no os deben llevar al desánimo, sino que han de servir para reforzar vuestro trabajo y a comprometeros “con nuevo ímpetu” (VC ,13), teniendo en cuenta las orientaciones de la Iglesia. Ante las dificultades que experimentamos no podemos esconder la cabeza bajo el ala. Hemos de afrontarlas con la confianza di quien sabe que Él es nuestro custodio y defensor, nuestro refugio y seguridad (cf. AlD).
Ciertamente nos encontramos en una encrucijada entre un pasado que se fa agotando y un futuro incierto. Pero el final de un mundo no es el final del mundo, como el final de un determinado estilo de vida consagrada tiene que ser el final de la vida consagrada. Alguien ha definido a los cristianos de hoy como los cristianos de la transición. Tal vez esto mismo se puede decir de los consagrados de hoy. Por otra parte es evidente la crisis de nuestra sociedad y también de la vida consagrada, pero las crisis en sí mismas no son necesariamente negativas. Las crisis son, como dice Erik Erikson, “períodos cruciales de acrecentada vulnerabilidad y elevado potencial”.
En esta situación los consagrados y, entre ellos también vosotras, hemos de recordar que la vida de fe es el trampolín para construir el futuro de la vida consagrada y, como consecuencia, de la vida concepcionista. La fe os permitirá superar todo sentimiento de impotencia y de resignación ante un presente difícil y un futuro incierto. La mirada al futuro, desde vuestra situación actual, debe impulsaros a redescubrir más hondamente el sentido genuino de vuestra vida. Arraigar de nuevo en lo que constituye su identidad más honda significa fortalecer vuestra esperanza.
Convencido, como estoy, que los frutos para la Iglesia del futuro, algunos ya perceptibles, pueden ser abundantes por vía de comunicación espiritual y por vía de testimonio de personas y comunidades maduras, que viven para Dios como María en servicio de los hombres, os invito a vivir vuestra forma de vida ancladas en una fe profunda, con verdadera pasión y con profundo gozo.
(continua)